Márcia de Chiara/Estadão
Márcia de Chiara/Estadão

Quase metade das franquias do País registra queda superior a 25%

Levantamento trimestral da ABF mostra que queda em março só não foi maior no franchising devido a setores como serviços automotivos, informática e limpeza, entre outros tidos como essenciais

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2020 | 17h40

Os reflexos da pandemia do novo coronavírus nos resultados do primeiro trimestre começam a ser mais evidentes para todos os negócios. No setor de franquias, o levantamento divulgado nesta quarta-feira, 3, pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) indica que, no mês de março, o faturamento de praticamente metade das franquias do País sofreu impacto quando comparado aos dados de 2019. Para pelo menos 44% dos negócios, a queda nas vendas foi superior a 25% na segunda quinzena de março deste ano.

A pesquisa aborda os principais impactos no mês de março de 2020, quando começou a ser decretado o isolamento social em cidades pelo País, mas também é referente ao primeiro trimestre por completo. Foi desenvolvida com uma base amostral de redes que representam cerca de 33% das unidades e 34% do faturamento da base da ABF.

O levantamento também mostra o impacto em valores. Em 2019, o faturamento do trimestre somou R$ 41,464 bilhões e representou um crescimento de 7% em relação ao período anterior; já neste ano o total ficou em R$ 41,537 bilhões, mas o crescimento foi de apenas 0,2%.

O ritmo de expansão de unidades e da geração de postos de trabalho também foi reduzido quando comparado ao resultado anterior. Neste trimestre, o setor encerrou com 161.141 unidades em operação, que é 1% a mais do que no trimestre anterior - enquanto em 2019, o saldo foi de 2,5%. Quanto ao volume de empregos, são 1.361.795 pessoas empregadas diretamente, sendo 0,3% a mais do que no trimestre anterior. Ainda assim, 47,7% das redes mantiveram ou ampliaram seus planos de expansão.

Outro fator analisado foi a rápida aderência de medidas como serviços online, delivery, e-commerce e promoções, assim como seguir as orientações e treinamentos sobre como lidar a covid-19. 

Mesmo com as adversidades vivenciadas, alguns setores apresentaram crescimento no faturamento, como: serviços automotivos (+7,4%), que muitas cidades permitiram a atividade como um serviço essencial; comunicação, informática e eletrônicos (+6,9%); limpeza e conservação (+5,6%); casa e construção (+3,6%) e serviços educacionais (+3,5%).

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