Franquias: tudo igual, mas muito diferente

Franquias: tudo igual, mas muito diferente

Há negócios que mudaram pela aceleração que a pandemia demandou, mas há outros nascendo com mindset e tecnologia humanizados com foco em relacionamento e educação

Ana Vecchi

13 de julho de 2021 | 09h52

O freguês veio mudando desde que se tornou consumidor, antes mesmo de nascer: bebês mudam comportamento de vida e de consumo de seus pais. E são eles que demandam um enxoval antes de nascer, usam roupas, babadores, fraldas, shampoos, pomadas, pelúcias, brinquedos educativos e um mundo de coisas que as indústrias e varejos nadam de braçada em todas as classes sociais.

A sustentabilidade sempre fez este amontoado de coisas ser passado para frente à medida que não servia mais, mas não era um conceito e prática, conscientemente, sustentáveis. Era apenas o dar para um primo, para o filho da vizinha ou da doméstica que tem crianças na mesma idade ou que vai crescer e poder usar. Fazia bem se livrar “daquilo” e ajudar. Economia solidária, compartilhada, colaborativa e sustentável eram filosofia de vida e, talvez, nem tinham estes nomes, ainda que possivelmente praticadas à moda de cada um.

Consumidores sempre mudaram e evoluíram, provocando mudanças até que os millennials se tornaram os mais famosos pela responsabilidade que assumiram de impactar a sociedade na forma de consumir. A favor deles, a internet deu força à divulgação, consciência e preocupação recorrente à cadeia produtiva, incluindo a reciclagem de materiais descartados à conversão de desperdício em materiais ou produtos de potencial utilidade. E, cada geração fará seu papel, mais e mais, consciente.

Novos negócios surgem com foco em relacionamento e educação. Foto: Unsplash/@bradstallcup

Dito isso, há quem afirme que sairemos dessa pandemia muito diferentes. Porém, basta governos municipais diminuírem as restrições e vermos o que o comportamento de alguns (muitos) consumidores causa no que se refere a índices. A economia precisa reaquecer, todos precisamos de emprego, vender, produzir, empregar e VIVER, mas responsabilidade é a palavra de ordem em todos os aspectos! Consumidores conscientes respeitam empresários responsáveis e marcas que traduzem esta consciência.

Franqueadores reinventaram suas franquias, franqueados se adaptaram às novas demandas e à falta delas, colaboraram com as equipes das franqueadoras e houve os que resistiram, não aceitaram as mudanças necessárias e, junto aos que batalharam como puderam, os negócios não sobreviveram.

No meio disso tudo, há empreendimento novo apostando, de forma responsável, no modelo de negócios franquia. A partir de unidades em operação, nascidas antes e durante a pandemia, o propósito e modelo de gestão atendem este novo perfil de consumidor, atende as demandas de mercado e, praticamente, não precisaram se reinventar.

  • Quer debater assuntos de Carreira e Empreendedorismo? Entre para o nosso grupo no Telegram pelo link ou digite @gruposuacarreira na barra de pesquisa do aplicativo

Não há mágica, nem milagre, na proposta de academia com um conceito único de cuidado interdisciplinar, educação e sistema de integração baseado nos 4 pilares da performance: mental coaching + prevenção + nutrição + treinamento; na metodologia de ter as unhas feitas sem alicates ou tesouras, com foco na saúde delas, sem podólogos/as e as unhas ficarem perfeitas, durando de 3 a 4 semanas.

Não estou falando de mais uma esmalteria ou salão de cabeleireiro onde há serviço de manicure; fintech que aborda vários negócios onde pessoas são mais importantes que dinheiro e a educação financeira sustenta este propósito; loja de parafusos e acessórios/ferramentas que oferece soluções na área de fixação e manutenção industrial para todo tipo de negócio – indústria, varejo, hospitais (quantas pessoas dizem que têm pinos e parafusos no corpo?), com mais de 40 mil itens em estoque e orientação sobre modelos e forma de instalar. Todos estes negócios citados têm suas marcas, planejamento estratégico e processos desenvolvidos, por mim e equipe, têm seus aplicativos, podem estar em um marketplace ou terem seus próprios e-commerces, estruturas enxutas e eficazes, galera jovem e sênior, tudo junto e misturado.

Todos esses exemplos de negócios vão expandir com franquias. E estes setores, tipos de negócios, já existiam e a novidade está na inovação do propósito humanizado, individual, onde discurso e prática fazem parte do cotidiano. E fazem olhos brilharem na venda e no consumo!

* Ana Vecchi é consultora de empresas, CEO na Ana Vecchi Business Consulting, professora universitária e de MBAs, pós-graduada em marketing e com MBA em varejo e franquias. Atua no franchising há 28 anos em inteligência na criação e na expansão de negócios em rede.

Tudo o que sabemos sobre:

EmpreendedorismoFranquiafranchising

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.