Conheça as nove funções do fluxo de caixa na microempresa

Conheça as nove funções do fluxo de caixa na microempresa

Entender o fluxo de caixa permite ao empreendedor ter visão antecipada do futuro financeiro da empresa, para tomar ações corretivas e preventivas ou aproveitar melhor valores ociosos

Redação

14 de setembro de 2021 | 15h22

Por Gerson Crociati, consultor do Sebrae-SP

O fluxo de caixa é uma ferramenta de gerenciamento e planejamento para as empresas em termos de entradas de caixa (recebimentos), saídas de caixa (pagamentos) e o saldo de caixa. Ele permite uma visão antecipada do futuro financeiro da organização de tal forma a permitir que o empresário possa tomar ações corretivas e preventivas ou ainda tomar decisões para um melhor aproveitamento dos valores que estão ociosos em termos de caixa, ou seja, as chamadas sobras de caixa.

Na realidade, a finalidade principal do fluxo de caixa é projetar informações, porém devemos entender que esta ferramenta também pode ser utilizada para registro e controle financeiro.

As nove principais funções de um fluxo de caixa são:

  1. Controlar os recursos financeiros que estão alocados ao capital de giro da empresa
  2. Estudar e avaliar a viabilidade financeira de um projeto de investimento
  3. Calcular e identificar o volume de recursos financeiros que serão necessários para o financiamento das atividades da empresa
  4. Conseguir a confiança dos credores quando estes forem procurados antecipadamente, na situação onde já se sabe que uma determinada obrigação financeira não poderá ser cumprida no vencimento
  5. Controlar, a partir do planejamento executado, os eventuais desvios que forem identificados
  6. Realizar a previsão dos possíveis montantes de recursos financeiros que estarão disponíveis para aplicações
  7. Planejar e controlar as entradas e saídas de caixa em um determinado período de tempo, diariamente, semanalmente, mensalmente
  8. Registrar as origens das entradas e o destino das saídas dos recursos financeiros, com o objetivo de possibilitar o controle financeiro da organização
  9. Avaliar se a empresa está trabalhando com aperto ou folga financeira

Para ter um fluxo de caixa organizado, é preciso anotar cada movimento diário, com valores a pagar e a receber. Foto: Tiago Queiroz/Estadão-21/2/2019

Basicamente, a ferramenta fluxo de caixa pode ser dividida em dois tipos:

  • Fluxo de caixa projetado ou previsto
  • Fluxo de caixa realizado

No fluxo de caixa projetado ou previsto, devemos registrar as informações (valores financeiros) ainda não realizadas, ou seja, aqui estamos tratando do planejamento financeiro da empresa; assim podemos afirmar que neste caso trata-se de uma ferramenta de gestão estratégica, mostrando as entradas e saídas de caixa projetadas.

Por outro lado, o fluxo de caixa realizado registrará as informações (valores financeiros) que já ocorreram na empresa, ou seja, aqui é uma ferramenta de gestão operacional, mostrando as entradas e saídas de caixa já realizadas.

Para podermos obter informações de tal forma a termos um fluxo de caixa realizado e que este seja confiável para a empresa, precisamos ter disciplina e organização em mantermos historicamente os seguintes controles:

  1. Registro do movimento diário do caixa
  2. Registro dos valores a pagar
  3. Registro dos valores a receber
  4. Registro da conciliação das contas correntes bancárias
  5. Registro das despesas fixas a pagar
  6. Registro do controle dos estoques
  7. Registro das vendas diárias realizadas e suas respectivas datas de recebimento

De outra forma, no fluxo de caixa projetado ou previsto, é necessário que tenhamos o conhecimento do histórico das entradas e saídas de caixa da empresa, além do comportamento das compras e vendas ao longo do ano, inclusive identificando os dias ou as semanas em que irão ocorrer os chamados “picos de venda”; também é importante que o empresário fique atento às datas comemorativas do ano.

A gestão do fluxo de caixa de uma empresa sofre influência da gestão dos estoques, da gestão dos valores a receber e da gestão dos valores a pagar e em função disso o empresário precisa conhecer o ciclo econômico, dado pelo prazo médio de estocagem, bem como o ciclo financeiro, dado pela diferença em número de dias entre o prazo médio de pagamento dos valores a pagar e o prazo médio de recebimento das vendas realizadas.

Assim, podemos afirmar que o fluxo de caixa é uma ferramenta gerencial fundamental para as empresas, de qualquer porte ou mesmo de qualquer setor de atividade, que possibilita a minimização dos riscos empresariais e maximiza a eficiência dos recursos financeiros da empresa.

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