ESTADÃO PME » » notícias

Educação| 12 de julho de 2018 | 12h 33

Startups tentam preencher lacunas da educação brasileira

Empresas encontram espaços de atuação da educação básica ao ensino superior aliando impacto social e lucro

Letícia Ginak - Impresso

Lucas Gomes, Thiago Brandão e Bernardo de Pádua, fundadores da startup Quero Educação. Foto: Maíra Teixeira 

Lucas Gomes, Thiago Brandão e Bernardo de Pádua, fundadores da startup Quero Educação. Foto: Maíra Teixeira 

Com o objetivo de proporcionar aprendizado personalizado para alunos do Ensino Médio e do Fundamental II de forma acessível e tendo a tecnologia como aliada, Claudio Sassaki e Eduardo Bontempo fundaram a Geekie, em 2011. Inicialmente, em contato direto com o aluno por meio de um aplicativo que oferece planos de estudos, a startup ganhou dimensão nacional em 2016, quando participou do programa “Hora do Enem”, em conjunto com o Ministério da Educação (MEC). Com ele, atingiu 4,5 milhões de alunos conectados estudando pela plataforma.

:: Startup mira saúde mental em corporações :: 

:: Empresa renasce com customização de peças :: 

Em 2018, a startup lançou o Geekie One, desta vez com foco no professor – uma mudança no modelo com o propósito de dar escala ao negócio. “Elaboramos uma plataforma que substitui o material didático. Customizamos ou adaptamos o planejamento pedagógico com a visão da escola. O objetivo é ‘empoderar’ o aluno, mas também dar suporte ao professor”, conta Sassaki.

Novo setor. Voltada ao ensino superior, a Quero Educação, fundada em 2010 como Rede Alumni, também diversificou e alterou a proposta com o amadurecimento da empresa e o olhar crítico sobre o setor.

“Iniciamos como um plataforma de relacionamento entre ex-alunos e universidades. Com esse contato, detectamos um problema grave do mercado brasileiro: a ociosidade de vagas em determinados cursos universitários. No fim de 2011, criamos o Quero Bolsa, market place de bolsas de estudo que se tornou nosso novo foco”, diz Bernardo de Pádua, sócio-fundador da Quero Educação.

Por mais que o ensino superior seja uma etapa muito à frente, quando se pensa no difícil cenário educacional brasileiro, Pádua confia no negócio. “Faturamos R$ 50 milhões em 2017 e temos mais de 300 funcionários. Acreditamos que o ensino superior ainda se mostra como uma oportunidade muito grande. O Brasil tem apenas 15% de adultos em universidades. Entre jovens de 18 a 25 anos, a taxa é de 20% de matriculados em universidades.”

Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui