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| 04 de janeiro de 2017 | 5h 00

Startup de distribuição de alimentos fatura R$ 1,5 mi vendendo produtos saudáveis para escolas

Mondial Brands cresceu ano passado 60% a mais do que 2015; negócios com cantinas de colégios cresce 15% ao mês e representa 12% do total de vendas

Vitor Tavares - O Estado de S.Paulo

A alimentação saudável e orgânica em escolas particulares de São Paulo vai ser responsável, em parte, pelo crescimento de 60% da startup de venda e distribuição de alimentos Mondial Brands em 2016. Do faturamento de R$ 1,5 milhão da empresa em 2016, 12% virá de novos clientes: cantinas que vetam refrigerantes e frituras para oferecer aos estudantes sucos naturais, barras de cereais e doces sem glúten ou lactose.

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Sucos da Fazenda da Toca são um dos principais produtos distribuídos pela Mondial

Sucos da Fazenda da Toca são um dos principais produtos distribuídos pela Mondial

São negócios que atuam em oito escolas da zona sul da capital e de Valinhos que compram os produtos distribuídos pela Mondial. A startup oferece hoje em seu catálogo 245 alimentos, de 36 fornecedores. "Percebi que o mercado de alimentação saudável não é uma tendência, mas uma realidade. A preocupação está aí, e a qualidade dos produtos também", disse Alberto Gonçalves Neto, fundador e diretor da empresa. Em pesquisa divulgada pela consultoria Euromonitor no primeiro semestre, o Brasil fechou 2015 como o 5º maior mercado da alimentação saudável, com crescimento de 20% ao ano - no mundo, essa taxa é de 8%.

A inclinação da Mondial a esse mercado da alimentação veio há 1 ano e meio, quando foi fechado um contrato de exclusividade para a distribuição dos sucos orgânicos da Fazenda da Toca, empresa da família do empresário Abílio Diniz. De lá pra cá, os produtos "premium", primeira aposta da empresa, ficaram de lado para dar lugar aos chips de batata-doce, chás, balas e ovos orgânicos. Os clientes surgiram rápidos, entre restaurantes (como o La Guapa, da chef argentina Paola Carosella), empórios "gourmet", padarias e hotéis como os da rede Fasano.

O negócio com os colégios veio só no início deste ano. A rede Cantinas Geller, responsável pela operação de cinco lanchonetes em escolas como a Waldorf Rudolf Steiner, que já tem em sua filosofia uma preocupação maior com a alimentação das crianças, e as da Vila, foi a primeira. De acordo com Gabriela Geller, uma das diretoras da empresa - que, além da produção própria, prioriza produtos familiares -, os estudantes logo se acostumaram. "Onde tem a tradição de ter refrigerante na cantina por exemplo, lógico que eles estranham no começo. Mas depois eles provam, aceitam e gostam do que é oferecido por nós", falou. Entre os produtos mais escolhidos pelos pequenos, estão sucos, cookies, sanduíches naturais e saladas de fruta.

Cantina Gellers, com 5 unidades nas escolas de SP, também investe em produção própria, principalmente no almoço

Cantina Gellers, com 5 unidades nas escolas de SP, também investe em produção própria, principalmente no almoço

Junto aos colégios, o crescimento da Mondial é de 15% ao mês, de acordo com Gonçalves Neto, que está fechando contrato com mais três cantinas. "É um modelo que está se mostrando bastante lucrativo para nós. A procura tem aumentado muito por mês, com ao menos seis fornecedores nos procurando e cerca de 30 novos clientes", contabilizou.

Hoje com 11 funcionários, a Mondial busca agora mais investimento para o negócio. Com um "valuation" (valor da empresa) estimado em R$ 5 milhões, a intenção é conseguir R$ 1,7 milhão (o dobro do total já investido na companhia até hoje entre investimento próprio e aporte de investidores), para conseguir crescer R$ 100% em 2017.

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