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Especial Franquias| 23 de junho de 2018 | 19h 06

Rede explora tendência de uso da tecnologia

Economia difícil estimula profissionais e jovens a investir em formação para conquistar mais espaço no mercado

Raul Galhardi, especial para - O Estado de S.Paulo

Mateus Rodrigues Balabenute, professor de informática, durante aula na escola CTRL+ Play. Foto: JF Diorio/Estadão 

Mateus Rodrigues Balabenute, professor de informática, durante aula na escola CTRL+ Play. Foto: JF Diorio/Estadão 

As franquias de educação, principalmente as de cursos profissionalizantes e de tecnologia, se mantém firmes apesar da lenta recuperação econômica.

Como o setor atua nas deficiências do ensino público e privado, seus serviços não caem em desuso, mesmo durante as mudanças de humor da economia. Aliás, segundo especialistas, em tempos de crise, o público precisa estar melhor preparado e qualificado para conquistar ou manter empregos. E isso determina uma certa estabilidade nos dados desse mercado.

Números da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que a área teve um crescimento de 5,6% em seu faturamento entre os anos de 2016 e 2017, saindo de R$ 10,2 bilhões para R$ 10,8 bilhões. Em volume de unidades ativas, as rede do nicho também registraram crescimento de 2,5% no mesmo período.

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Alguns nichos ganham destaque, e isso é resultado de algumas tendências observadas no comportamento do consumidor. Uma delas é o uso abrangente de tecnologias no trabalho e no cotidiano, o que faz crescer a procura por cursos que envolvem o aprendizado de temas relacionados. Áreas de educação, com destaque para cursos de informática e também programação, têm evoluído no Brasil e podem ser boas opções para investimento.

Um dos cursos que se utiliza da tecnologia em sala de aula é On Byte Formação Profissional. Segundo a gerente de operações da franquia, Vivian Tieso, o emprego de jogos eletrônicos e de realidade virtual como auxiliar no processo de ensino despertam interesse dos alunos. Dentro da sala de aula, a empresa se utiliza de realidade aumentada e 3D para ensinar matemática e português para seus alunos, com boas respostas inclusive de crianças com problemas de aprendizagem.

“Usar a tecnologia na educação é uma tendência sem volta, o problema é a ferramenta ser usada de forma equivocada”, argumenta Marlon Lelis Vieira, sócio da Buddys Escola de Tecnologia. O empreendimento usa inteligência artificial para medir a progressão dos seus alunos, jovens com idades até 15 anos.

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“Desta forma, cada aluno pode fazer caminhos diferentes, escolhendo seu próximo conteúdo. Por isso, fala-se em tempo médio de duração do curso”, relata. Nesse cenário, Vieira afirma que o papel do professor para os estudantes passa a ser mais o de um provocador, com perguntas, e de um inspirador.

Marlon Vieira afirma que a empresa cresceu em número de franquias durante o período de crise, entre 2014 e 2017.

Resiliente. O ramos da educação é uma oportunidade interessante para o investidor, por reunir as necessidades e os interesses do mercado corporativo e também das pessoas. Segundo especialistas, o segmento é tradicionalmente mais resiliente aos ciclos de baixa da economia do que os demais, por motivar, por exemplo, o profissional a buscar qualificação durante as crises.

Concorrência. O ponto de atenção do setor é que, justamente por ser tido como um bom negócio para empreender, é alvo também de forte concorrência. Alguns mercados, como por exemplo de ensino de idiomas, estão saturados de marcas. E com muitas redes em operação, alguns especialistas apontam que atualmente restam poucos diferenciais em muitas das marcas em atividade.

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