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Setor Pet| 28 de fevereiro de 2018 | 7h 05

Proximidade com o cliente traz vantagem

Pequenos proprietários têm a chance de criar soluções junto com o dono do animal, que assim se torna cliente fiel

Letícia Ginak - O Estado de S.Paulo

Cãotry Club oferece serviços além de banho e tosa. FOTO: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

Cãotry Club oferece serviços além de banho e tosa. FOTO: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

O cão é muito mais do que o melhor amigo do homem: é também uma grande fonte de negócios, inclusive para pequenos empreendedores. Em 2016 (últimos dados disponíveis), o Brasil fechou o ano como o terceiro maior mercado pet do mundo, segundo pesquisa realizada pela Euromonitor International e divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). O país respondeu por 5,14% da receita mundial (US$ 105,3 bilhões), atrás dos EUA (42,2%) e Reino Unido (5,8%).

O fator de o setor de sofrido um abalo relativamente menor durante a crise econômica é explicado por especialistas ouvidos pelo Estadão pela busca de inovação. “A vasilha e a roupa eu encontro em qualquer lugar. Mas não uma ração para um cão alérgico”, diz o professor da Faculdade de Administração da FAAP, José Sarkis Arakelian.

Para ele, a expansão vertiginosa de grandes lojas do varejo no segmento influencia todo o mercado, impulsionando pequenos empresários a se adequarem ou perderem espaço. E os pequenos têm vantagem estratégica em relação às grandes marcas: a proximidade.

Competitividade. Nos negócios menores, o empresário consegue a personalização do serviço. Estar próximo do cliente torna as decisões mais rápidas, assertivas e, muitas vezes, “cocriadas” com os clientes. É a grande vantagem competitiva do pequeno empresário sobre as grandes corporações”, afirma.

Mais do que banho e tosa, há muitas possibilidades para os empreendedores. “Existe demanda. Há oferta de produtos para todas as tendências e linhas de raciocínio”, diz o vice-presidente do Instituto Pet Brasil, Nelo Marracinni. A entidade estimula o desenvolvimento do setor e representa negócios de produtos veterinários, alimentação, acessórios, serviços e comércio de animais.

“Quando pensamos em algum tipo de especificidade, a escala é algo muito importante a ser avaliado. É preciso pensar até que ponto ela é economicamente sustentável no longo prazo”, orienta Arakelian.

Em relação a normas e regras a serem seguidas, o veterinário e assessor técnico do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo, Leonardo Burlini, alerta para precauções. “O ideal é que, de alguma forma, os promotores dos cursos (para formação de profissionais do setor) contem com o auxílio de um veterinário, pelo menos para que noções de bem-estar animal, comportamento e cuidados sanitários possam ser transmitidas aos alunos”, afirma.

Os números de 2017 ainda não estão fechados, mas segundo Marracinni, o setor aponta para um faturamento de R$ 25 bilhões, um aumento de 7%, sem descontar a inflação, que fechou o ano em 2,95%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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