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ENCONTRO PRÓ-PME| 05 de outubro de 2018 | 6h 00

Pioneirismo feminino e referência para marcas

Karen e Nana debatem participação e importância das mulheres no empreendedorismo

Elcio Padovez - ESPECIAL PARA O ESTADO

Painel Tudo e impreendedorismo, com Karen Jonz (Skatista e Designer) (Jaqueta branca) e Nana Lima (Think Eva). Foto: Rafael Arbex /ESTADAO

Painel Tudo e impreendedorismo, com Karen Jonz (Skatista e Designer) (Jaqueta branca) e Nana Lima (Think Eva). Foto: Rafael Arbex /ESTADAO

Perceber uma necessidade pessoal ou enxergar lacunas no mercado podem ser chances de empreender, mesmo sem ter planejado isso inicialmente. Nos casos da skatista Karen Jonz e da publicitária Nana Lima, essa capacidade de concretizar o que está ainda na cabeça e de investir em áreas com que se tem afinidade mostra uma face bem mais descolada e contemporânea do universo dos negócios.

Karen, tetracampeã mundial de skate na modalidade vertical, no início da carreira não encontrava roupas adequadas para treinar. Já Nana, a partir da experiência com a ONG Think Olga, pelo empoderamento feminino, percebeu que as marcas brasileiras não conversavam corretamente com as mulheres. As duas, então, agiram, conforme visto no painel do Encontro Pró-PME.

Natural de Santos, Karen teve de aprender a ser empreendedora no skate desde menina, pois em 1999, era algo raro a visão de uma mulher em cima de um skate. “Eu não me sentia confortável com os modelos de calcinha existentes e busquei dicas na costureira da rua para criar um modelo, como um shortinho, que virou febre entre as skatistas da época”, lembra. Fez tanto sucesso que ela não deu conta da demanda, mas ali já se desenvolveu sua veia para os negócios – atualmente, possui um canal de YouTube com 400 mil inscritos. Outras empresas passaram a correr atrás dela e dão abertura para a criação conjunta de linhas para mulheres que curtem skate e não querem vestir roupas folgadas e masculinizadas.

Consumidoras

A publicitária Nana viu sua veia empreendedora se desenvolver enquanto fazia MBA na ESADE Business School, em Barcelona. Em 2013, ela esteve à frente da criação da ONG Think Olga. Dois anos depois, o projeto se ampliou e nasceu a Think Eva, cuja missão é prestar consultoria para marcas tanto no ambiente empresarial quanto para se comunicar com o público feminino.

“Nós identificamos algumas lacunas no mercado e, com um trabalho de estratégia e de posicionamento, conseguimos ampliar a conversa em torno da mulher. Se você olhasse um catálogo da Avon dez anos atrás, parecia que estávamos na Rússia, pois não havia uma só negra na imagem. Por meio da Think Eva, a marca escolheu, neste ano, uma mulher negra para ser o rosto principal da campanha. Essas são nossas vitórias.”

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