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Máquina de Cartão| 30 de julho de 2018 | 23h 08

Outros players em ascensão

Companhias mais novas surgem nas primeiras posições

Tulio Kruse - Especial para o Estado

A entrada de novos concorrentes no mercado das máquinas de cartão nos últimos anos impulsionou uma disputa acirrada por inovação e oferta de serviço mais atraentes. Oito anos após o fim da exclusividade entre fornecedoras de maquininhas e as bandeiras de cartão de crédito e débito, empresas mais novas têm se equiparado às veteranas nos índices de satisfação.

Escolha PME 2018 - Máquina de Cartão

Escolha PME 2018 - Máquina de Cartão

Com potencial para crescer, as pequenas e médias representam um dos segmentos mais estratégicos para quem está chegando agora. Taxas de serviço e de aluguel das maquininhas já não são o critério mais importante para definir o melhor fornecedor.

Na Escolha PME 2018, pesou mais no índice de satisfação a qualidade dos produtos, a agilidade na prestação de serviço e um portfólio de máquinas adequado às necessidades do negócio. Para as PMEs, não basta que a fornecedora tenha bons produtos. Ela deve oferecer infraestrutura e tecnologia para garantir rapidez no processamento das transações.

Agilidade é prioridade na Getnet

Agilidade tem sido um dos principais focos de investimento da Getnet durante os últimos anos. No mercado de máquinas de cartão, isso é um desafio. A rapidez depende de uma combinação da qualidade da infraestrutura tecnológica da empresa com o treinamento das equipes.

“Não é simplesmente atender o cliente de forma ágil”, afirma o presidente da Getnet, Pedro Coutinho. “Se eu atendo ao funcionário com agilidade aqui dentro da companhia, esse funcionário também vai atender o cliente que estiver falando com ele com agilidade”, explica o executivo.

Na comparação com o ano passado, a Getnet subiu da terceira para a primeira colocação no segmento, passando de 59 para 77 pontos. Nesse período, a empresa implantou inovações como biometria de voz e chatbots, os bate-papos que utilizam inteligência artificial na internet, para ajudar a agilizar o atendimento.

A empresa informa que não está preocupada com o aumento da concorrência. “Há espaço para os concorrentes (crescerem)”, diz Coutinho. “Não basta simplesmente colocar uma maquininha lá e depois não dar um atendimento adequado”, afirma.

Otimismo na PagSeguro e na Rede

Otimismo com o crescimento das pequenas e médias aproxima o discurso de PagSeguro e da Rede, respectivamente segundo e terceiro lugar.

Há anos as PMEs são o público mais importante da PagSeguro, segundo a empresa, que aparece no estudo como Moderninha (nome da sua máquina). Uma estratégia da fornecedora é mirar clientes que não têm meios para receber pagamentos digitais e incluí-los no mercado. “Mais de 80% dos que aderem ao PagSeguro não ofereciam pagamento via cartão”, diz o CEO do UOL Conteúdo, Serviços e Meios de Pagamentos, Ricardo Dutra. “Ou seja, criamos um mercado novo.”

A Rede quer se aproximar mais do cliente em meio ao aumento do número de competidores. “É natural a conquista e a manutenção de clientes ficarem mais difíceis em qualquer mercado em que há aumento da concorrência”, diz Marcos Magalhães, presidente da companhia. “As PMEs são um componente importante da economia brasileira e têm muito espaço para crescer.”

Primeira como objeto de desejo, a Cielo aposta na diversificação. Planeja atuar tanto na venda quanto no aluguel de máquinas e quer criar formas de customização de planos.

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