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Setor pet| 28 de fevereiro de 2018 | 7h 00

Negócios pet se renovam e criam nichos de mercado

Empreendimentos apresentam serviços como alimentação balanceada, plano de saúde e até hidratação para os bichos de estimação

Letícia Ginak - O Estado de S.Paulo

Local oferece multiserviços, como a creche para pets. FOTO: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

Local oferece multiserviços, como a creche para pets. FOTO: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

O mercado voltado aos animais de estimação amplia sua atuação e hoje oferece serviços que vão de hidratação, higienização profunda, alimentação balanceada, tosa diferenciada, planos de saúde e até cursos profissionalizantes para quem pretende trabalhar neste segmento. “É importante explorar as oportunidades de serviços que não estão muito disponíveis, porque o essencial é encontrado em qualquer pet shop”, afirma o professor da Faculdade de Administração da FAAP, José Sarkis Arakelian.

Na Vila Mariana, o Cãotry Club oferece atendimento médico, creche, hotel, pet shop e ainda abriga uma escola profissionalizante. Lá são empregadas novas técnicas de tosa, higienização mais profunda hidratação, cauterização e remoção do chamado subpelo – aquele que normalmente os animais perdem e ficam espalhados pela casa.

O empreendedor por trás do negócio é o educador físico Carlos Alberto Marcondes. A mãe dele é veterinária e há 40 anos comanda um hospital. Foi lá que ele passou a investir nas possibilidades que o setor oferecia. Aos poucos, agregou serviços ao hospital, até inaugurar o Cãotry Club, em 1989.

A variedade de serviços foi crescendo com o tempo. “Com a concorrência, tive de me especializar cada vez mais”, conta Marcondes. Em 2000, abriu um hotel para cachorros, em um local separado. Em 2013, decidiu unificar as operações. "É preciso saber quem você quer atingir. Eu quero ter a exclusividade, quero que meu cliente seja chamado pelo nome”, diz. Marcondes gerencia uma equipe de 22 funcionários e tem uma sócia, a médica veterinária Ana Claudia Ikeda. O preço para banho e tosa pode chegar a R$ 500, dependendo do tamanho do animal e dos adicionais escolhidos. São cerca de mil banhos por mês, o que paga a operação, revela.

“Poderia fazer 6 mil banhos por mês se buscasse os animais em casa. Mas, na ponta do lápis, percebi que o custo e o risco dessa operação não valiam. Além disso, eu quero trazer o cliente para dentro da minha loja.” 

Em relação aos outros serviços, a creche tem mensalidade de R$ 200 a R$ 650, dependendo da quantidade de dias que o bicho ficará no local. No hotel, considerando alta temporada e feriados, as diárias vão de R$ 90 a R$ 160. E nos cursos profissionalizantes, R$ 750 a R$ 3.500.

Dieta especial. As alergias enfrentadas pela cadela Lolô, animal de estimação do empresário Pedro Vital Brazil,  levaram a criar a Pet Nativa, empresa de alimentação saudável para cães que atende as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A alimentação natural havia se mostrado um remédio eficaz para o problema de seu pet.

“Em dois anos, atendemos mais de 5 mil cachorros. Trabalhamos apenas com o regime de assinaturas. O tutor entra no site, preenche um cadastro e nosso time de veterinários elabora a dieta ideal para o pet. Os ingredientes são comprados diariamente e a produção é comandada por uma engenheira de alimentos”, conta o diretor de marketing e sócio da Pet Nativa, Igor Nabhan.

A empresa produz, por dia, pouco mais de uma tonelada de alimentos, que é congelado já no local. Em dois anos, a fábrica atingiu o limite de capacidade previsto. “Nosso único impeditivo para o crescer é justamente a capacidade da fábrica. Estamos trabalhando para conseguir aumentá-la”, diz Nabhan.

A dieta, e o preço da assinatura, variam de acordo com as necessidades de cada cão. “O quilo da nossa refeição é inferior ao de uma ração premium. Pode-se gastar cerca de R$ 120 a R$ 220 por mês com uma alimentação saudável que chega à sua casa.”

Mas nem sempre uma alimentação balanceada resolve um problema de saúde do animal de estimação. Por isso, hoje Para se é possível contratar um plano de saúde para cães e gatos. O Pet Mais Vida, que tem sede na cidade de Campinas, começou as operações há dois anos e meio, mas a ideia do negócio surgiu há cinco.

Coberturas. Os idealizadores buscaram ajuda especializada para cumprir todas as regulamentações antes de começar a operar. “Precisamos nos reportar somente ao Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP)”, conta a gerente da qualidade da Pet Mais Vida, Ana Márcia Oliveira. “Com a autorização, contratamos uma equipe de veterinários, responsável por desenvolver as características dos planos e as coberturas”.

Uma assessoria financeira também foi contratada para desenvolver o melhor modelo do negócio. “É preciso cruzar as coberturas com o valor de cada consulta e ainda o valor que o cliente irá pagar. É uma operação complexa”, afirma Ana.

Apesar da cautela para começar a vender e operar, a empresa abriu para franquias há um ano. “Desenvolvemos três modelos diferentes. Home office, loja e uma sede maior, com a possibilidade de ela contratar representantes comerciais”, conta. “Todos os formatos exigem o mesmo valor de investimento, R$ 32 mil. O que difere é o tempo de retorno para o franqueado. No caso do home office, o retorno se dá em oito meses”, diz a executiva. Atualmente, há três franqueados em operação, com cerca de 450 vidas assistidas. Além disso, a sede trabalha com mais 1.500 vidas. O tíquete médio é R$ 80.

O investimento para implementar o projeto chegou a R$ 1,8 milhão. “Só para o desenvolvimento do nosso software gastamos R$ 550 mil”, conta Ana.

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