ESTADÃO PME » » notícias

| 13 de dezembro de 2018 | 5h 00

Mercado de computação gráfica cresce e puxa escolas do setor

Cursos de efeitos visuais são oferecidos há pelo menos 15 anos em SP; Gracom foca em franquia e chega a 26 unidades

Mateus Apud * - O Estado de S.Paulo

O mercado de games cresceu e, junto com ele, cresceu também o mercado das escolas que oferecem cursos para quem quer fazer games e outros projetos ligados à computação gráfica. O Brasil é hoje o principal mercado de games da América Latina, ficando em 13º lugar no ranking mundial, segundo levantamento da Newzoo, consultoria especializada em jogos. Tamanha oxigenação do setor fez o número de vagas para profissionais da área subir 73% de 2015 a 2018, de acordo com pesquisa da plataforma de empregos Indeed.

A Comic Con, evento de games e quadrinhos cuja quinta edição foi realizada em São Paulo na semana passada, é exemplo da força do setor: teve recorde de público neste ano, com 262 mil pessoas, e movimentou cerca de R$ 50 milhões em negócios durante quatro dias.

De olho nesse mercado, foram abertas em São Paulo nos últimos dois anos a Escola Britânica de Artes Criativas (Ebac) e a Axis School of Visual Effects. Na Ebac, na Vila Madalena, o foco é a graduação, em um curso que dura quatro anos. Mas há também cursos com período de cinco meses, como o de fundamentos de animação, efeitos visuais e games, que custa ao aluno seis parcelas de R$ 1.430.

Mundo animado. Entrada da escola Gracom em Brasília. Foto: Leonardo Berardi

Mundo animado. Entrada da escola Gracom em Brasília. Foto: Leonardo Berardi

No caso da Axis, que oferece na Avenida Paulista cursos variados com média de 30 horas de duração, a empresa-mãe é uma das pioneiras do mercado, a Saga. Depois de abrir sua primeira unidade na capital paulista em 2003, na Lapa, hoje a Saga conta com 13 unidades pelo País, onde oferece cursos de duração de dois anos. Entre as unidades, apenas duas são franquias, abertas a partir de 2015.

Expansão. Criada depois da Saga, em 2008, a Gracom School of Visual Effects investiu num processo de expansão mais acelerado do que a concorrente. Em 2011, adotou o modelo de franquias e hoje conta com 26 unidades em todas as regiões do País. É considerada a primeira rede brasileira de franquias no universo das escolas de efeitos visuais. Quer fechar este ano com 30 unidades.

Entre elas, ao menos 10 escolas estão no Nordeste, o que é explicado pela própria origem da Gracom. O sócio-fundador Diego Monteiro conta que enxergou a viabilidade do negócio em 2008 durante um evento de animes (desenhos animados japoneses) no Rio, mas se mudou para Feira de Santana (BA), a cerca de 100 km de Salvador, para começar numa região mais barata que o Sudeste. Ele juntou R$ 30 mil do próprio bolso a R$ 190 mil de um investidor.

“A dificuldade era fazer com que as pessoas entendessem que computação gráfica é um investimento que gera retorno financeiro. Me perguntavam onde iriam trabalhar depois que fizessem o curso, mas o mercado cresceu e nós crescemos com ele”, conta Monteiro.

Com os cursos, que duram em média dois anos, o empresário espera para 2018 crescimento de 15% em relação a 2017. O faturamento do grupo, que possui outras três empresas no portfólio, deve ser de R$ 30 milhões. Para quem quer ter o modelo de franquia da Gracom, o investimento inicial é de R$ 310 mil, com espaço físico de 300 m² a 400 m². Monteiro estima retorno financeiro em 14 meses para o empreendedor, e uma taxa de empregabilidade de 75% dos alunos no mercado.

* Estagiário sob a supervisão do editor de suplementos, Daniel Fernandes

Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui