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| 10 de outubro de 2016 | 11h 53

Argentinos faturam R$ 40 milhões no Brasil comprando e vendendo celulares

Empresários esperam faturar R$ 240 milhões em 2016, impulsionados pelo Iphone 7; Trocafone abriu a primeira loja física em outubro

Vitor Tavares - O Estado de S.Paulo

Os irmãos Guille fundaram a Trocafone

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Os empresários argentinos Guille Freire e Guille Arslanian comemoram toda vez que uma grande companhia lança uma novidade no mercado de smartphones. Não porque são donos de uma empresa que revende esses novos aparelhos, mas pelo aquecimento que atinge o mercado de celulares usados. Sócios da Trocafone, eles esperam que o lançamento do Iphone7 faça com que a empresa negocie 30 mil aparelhos pelos próximos meses, um aumento de 50% em relação aos meses que antecederam o lançamento da Apple.

O negócio dos amigos existe há dois anos e vem acumulando bons resultados, justamente por fazer uma ligação entre quem quer vender e quem quer comprar. De um lado, estão os consumidores da classe A e B, que se despertam a cada lançamento e que trocam de aparelho apenas pela novidade; do outro, há os que buscam preços acessíveis, mas que ainda assim querem ter as comodidades dos smartphones, como acesso à internet e espaço para aplicativos.  "Percebemos que as pessoas estavam trocando de aparelho com muita frequência, mas não tinham tempo de negociar e vender o antigo. Então, facilitamos esse processo", destacou Freire.

Em 2015, a Trocafone faturou R$ 40 milhões. Para 2016, a expectativa dos argentinos é fechar ano chegando a R$ 240 milhões.  Além da comercialização via website, a companhia nutre parcerias com lojas que vendem grandes marcas, como LG, Samsung e Motorola, que estão oferecendo o serviço aos seus clientes. Em outubro deste ano, a empresa também inaugurou o seu primeiro quiosque, apostando agora nas compras físicas, no Shopping Tamboré, em Barueri, na Grande São Paulo. "Vimos que algumas pessoas não compravam apenas porque não via a situação do aparelho em suas mãos. A partir de agora, vamos também atender a esse público", disse Freire. Para 2017, a expectativa é lançar mais 100 pontos de venda.

 

A ideia de investir na empresa veio após Freire sofrer um assalto em Buenos Aires e ter seu Iphone roubado. Após ser enganado por um vendedor da internet, resolveu consertar e revender o celular que tinha acabado de comprar  - e, daí, não parou mais. A decisão de investir no Brasil foi imediata, principalmente pelo aumento do poder de compra das classes C e D, principal público no comércio de seminovos e que busca preços mais baixos.

Primeiro quiosque foi aberto em Barueri

Primeiro quiosque foi aberto em Barueri

O valor pelo qual a empresa vende os aparelhos seminovos é, no máximo, 50% maior do que o da compra. Com os custos que têm na oficina de recuperação e tratamento dos celulares, os irmãos conseguem uma margem de lucro, em média, de 35%. A Trocafone adquire os aparelhos por preços pré-determinados de acordo com o modelo, variando apenas se houver grandes avarias na tela. "A gente coloca um valor padrão, assumindo um risco sobre o estado que vamos receber o celular", destacou Freire. O valor médio dos aparelhos para compra é de R$ 500 e de R$ 700 para venda.

Hoje, os telefones mais procurados e vendidos são os Samsungs S5 e S6 e os Iphones 5s e 5. O processo para colocar um telefone à disposição dos clientes passa pela verificação do hardware e do software, além de inspeção para saber se há alguma ilegalidade no aparelho. A garantia dada é de 3 meses.  De acordo com Freire, que hoje tem 100 funcionários, além de Brasil e Argentina, a Trocafone deve iniciar a operação na Colômbia, Peru e Chile em 2017.

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Clayton de Souza/Estadão
Coworking

Reunir pessoas de profissões diferentes em um mesmo local não é bom só para a diversidade de ideias, mas também para o bolso. Dividir o escritório reduz os custos com a manutenção do ambiente e, principalmente, as contas. Em 2016, já são 378 espaços ativos no Brasil, de acordo com o Coworking Brasil, organização que divulga os escritórios compartilhados, um aumento de 52% em relação a 2015.

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