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Contratação de crédito| 30 de julho de 2018 | 23h 11

Empate no alto do ranking

Bradesco e Itaú obtiveram 67 pontos no índice de satisfação

Tulio Kruse - Especial para o Estado

Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal respondem por 78% do crédito disponível no País, de acordo com o Banco Central. Na Escolha PME 2018, eles foram indicados como os melhores em Contratação de Crédito, com os dois primeiros empatadas no topo (67 pontos).

Caderno Escolha PME 2018 - Contratação de Crédito

Caderno Escolha PME 2018 - Contratação de Crédito

A facilidade de acesso a crédito é um dos fatores determinantes para o crescimento das empresas e, em uma economia ainda com sinais tímidos de retomada, a procura por financiamento não deslanchou entre as pequenas e médias. Segundo pesquisa do Serasa Experian, houve aumento de 3% na busca por crédito entre as micro e pequenas no acumulado do ano até maio. Já entre as médias, houve queda de 3%. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quer estimular o segmento. Em janeiro, o banco anunciou a liberação de R$ 21,5 bilhões para pequenas e médias até o fim do ano – três vezes mais do que em 2017. Mas a efetivação do empréstimo depende dos grandes bancos de varejo.

Novas linhas e facilidade na aquisição

Com estratégias diferentes, Bradesco e Itaú ficaram empatados na primeira colocação da pesquisa, com 67 pontos cada, na categoria fornecedores para contratação de crédito.

O Bradesco destaca o aumento na aprovação e concessão de limites e a criação de novas linhas de crédito para pequenas e médias empresas. Nos primeiros quatro meses deste ano, a alta foi de quase 20% na comparação com o mesmo período de 2017.

“Criamos linhas especificas e com taxas diferenciadas para atendimento a esse público”, diz o vice-presidente do banco, Eurico Ramos Fabri. “Só para o público PME está disponível para uso imediato o montante de R$41,3 bilhões de limites pré-aprovados.”

No Itaú, os esforços estão centrados em facilitar a contratação de crédito. Produtos que até o ano passado só eram liberados com a visita do cliente à agência ou por meio do computador pessoal foram incluídos recentemente no aplicativo para smartphone. “Agora ele tem acesso a todas as informações sobre condições de tarifas e taxas de crédito antes de contratar. Além da facilidade, tudo é muito transparente”, diz o diretor de Produtos e Empresas, André Daré.

Reduzir taxa de juros é prioridade

A redução das taxas de juros não foi o suficiente para aumentar o índice de satisfação em relação à Caixa Econômica Federal para a contratação de crédito. Após ficar em primeiro lugar na pesquisa do ano passado, com 74 pontos, desta vez o banco estatal terminou em segundo, com 58.

A atuação da CEF no segmento está focada em baixar o valor das taxas e apostar na capilaridade da rede de atendimento. Em abril, por exemplo, os juros para capital de giro para médias empresas baixou de 1,37% para 0,85% ao mês.

Essa redução, porém, teve pouca influência na avaliação dos empresários para a escolha do melhor fornecedor. Esse foi o terceiro critério mais importante, atrás de qualidade dos produtos e serviços e de agilidade no atendimento.

“A Caixa tem um posicionamento estratégico muito claro em relação a esse segmento. É uma prioridade do banco”, diz o diretor executivo de Clientes e Canais, Júlio César Volpp Sierra. “Ao longo desse período, fizemos atualizações na taxa de juros, que deixaram nossos produtos em posição bastante diferenciada ante o mercado, dando condições para que as empresas contratem as operações mais adequadas.”

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