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Diário do Empreendedor| 31 de agosto de 2018 | 20h 18

E-commerce e redes sociais: como as empreendedoras do Atelier Jezebel fazem a gestão digital

Na segunda semana ao lado de Sara Sampaio e Ana Paula Felipe, coletamos dicas e dúvidas sobre essa área da empresa

Letícia Ginak - O Estado de S.Paulo

Sara Sampaio e Ana Paula Felipe cuidam sozinhas do e-commerce e redes sociais da marca. Foto: Sara Sampaio 

Sara Sampaio e Ana Paula Felipe cuidam sozinhas do e-commerce e redes sociais da marca. Foto: Sara Sampaio 

Com o objetivo de viver um pouco mais a rotina do pequeno empresário e acompanhar os desafios e as tomadas de decisões cotidianas, o Estadão PME passará um mês e meio com Sara Sampaio e Ana Paula Felipe, criadoras da marca de roupas feminina Atelier Jezebel. Esta é a segunda reportagem da série, que traz dicas de plataformas para a criação de um e-commerce, cuidados com a gestão da loja virtual e como criar engajamento com o cliente nas redes sociais.

:: Para saber como o Atelier Jezebel nasceu, clique aqui ::

E-commerce. Após algumas conversas com amigos que também são donos de pequenos negócios, Sara e Ana Paula optaram inicialmente por uma plataforma simples, com o custo de R$ 30 a cada três meses e adição de uma taxa a cada venda. “É uma plataforma bem simples e fácil de usar. Contratamos um designer porque queríamos que tivesse a nossa cara, mas um empreendedor que não tem orçamento pode criar sozinho”, diz Sara.

Porém, as empresárias estão com planos de migrar para um sistema mais robusto conforme observam o aumento das vendas, pois sentem falta de alguns relatórios com dados sobre o fluxo e escolhas dos clientes, além de melhor suporte em caso de problemas. “Outro dia ficamos com as vendas paradas por cerca de três dias por um problema da plataforma. O SAC é um dos pontos fracos, pois não conseguíamos fazer o contato com o suporte ”, completa Ana Paula.

Mas, atualmente a dúvida maior que permeia a rotina de Ana Paula e Sara nesta área é como levar clientes para a loja virtual. “Criar o e-commerce é fácil. Difícil é saber como fazer com que as pessoas entrem e comprem. Eu vejo amigos empreendedores com muita dificuldade em vender também”, diz Sara. As empresárias estudam a possibilidade de contar com os serviços de um profissional de marketing digital, responsável por traçar estratégia de anúncios patrocinados, aplicar técnicas de SEO e ainda Google Ads. “Até que ponto vale a pena? São quase 30% do valor das vendas que vão para esse profissional”, conta Sara sobre uma das propostas que recebeu. Ana Paula pondera que muitos clientes ainda se sentem inseguros com o ato de comprar roupas online. “Pensamos também em colocar um chat com uma consultora de estilo, para ensinar e ajudar as pessoas a tirar medidas. Já fazemos isso nas redes sociais.”

Sobre a dinâmica para as entregas, as empresárias separam três dias por semana para realizarem os envios, que são feitos via Correios. Esta também é outra atividade em processo de reavaliação por Sara e Ana Paula. “Como muitos pedidos têm endereço de entrega em São Paulo, estamos pensando em outras formas de entregá-los, como courier, um serviço feito de bicicleta”, conta Sara. Ana Paula enxerga nesta opção mais identificação com a marca, que presa por uma cadeia sustentável da criação à entrega das peças. “A entrega de bike cobre grande parte de São Paulo e cobra quase o mesmo valor de frete dos Correios, com a vantagem de não poluir o ambiente.”

Redes sociais. O Instagram continua a ser a rede social mais vantajosa para os pequenos na conversão de vendas. E, como o objetivo do Atelier Jezebel é também passar mensagens positivas desde o consumo consciente até o feminismo, a rede é a mais utilizada por elas. “Roupa não é só produto. Você tem de contar uma história, falar sobre o que você acredita, até para criar vínculo com o cliente e se diferenciar no mercado. Uma das vantagens que temos em relação às marcas grandes é justamente isso, ser mais próximo do cliente e criar coisas mais criativas e livres”, explica Sara.

“Nosso último editorial foi em uma floricultura. Então estamos também produzindo posts que falam sobre plantas medicinais, plantas prejudiciais para animais de estimação, etc. Também falamos de feminismo e como apoiar o pequeno empreendedor. Mas precisa tomar cuidado para não ficar chato. Tem que ter equilíbrio”, completa Ana Paula.

As empresárias contam que a estratégia é publicar todos os dias na rede, intercalando um post de conteúdo a cada três sobre produtos. “Percebemos também um engajamento maior quando nós mesmas fazemos as fotos”, diz Ana. Para Sara, “o seguidor não quer ver o que já está na revista, ele gosta de vida real.”

Respostas. A dúvida sobre contratar ou não um profissional de marketing digital ou mesmo como encontrar formas orgânicas de aumentar o fluxo de clientes no e-commerce será respondida pelos palestrantes no Encontro Pró-PME, evento gratuito realizado pelo Estadão PME nos dias 26 e 27 de setembro. Faça a sua inscrição em semanapropme.com.br.

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