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| 06 de fevereiro de 2017 | 5h 00

Desempregada, designer começou a vender pipoca funcional e hoje fatura R$ 50 mil por mês

Carioca Sabrina Schimidt faz sucesso com versão mais leve e nutritiva do petisco

Daniel Lisboa - Especial para O Estado de S.Paulo

Aos 13 anos de idade, a carioca Sabrina Schimidt viu um vendedor de pipocas no Playcenter, parque de diversões em São Paulo, e decidiu que faria aquilo para viver. Hoje, aos 39 anos, ela fatura R$ 50 mil por mês e espera alcançar R$ 2 milhões em 2017 com sua marca de pipoca funcional.

A designer e empresária teve a ideia de criar versões mais leves e nutritivas do petisco após perder o emprego em 2015. E depois de lembrar do tal pipoqueiro e do que planejou para seu futuro quando adolescente. Conseguiu R$3 mil emprestados de um amigo e, após várias tentativas para acertar as receitas, chegou a uma pipoca com menos de 100 calorias por porção, contra 170 da tradicional, e definiu quatro sabores.

Pipoca TPM free, da Pipoca de Colher, tem menos de 80 calorias a porção e sabor de amora

Pipoca TPM free, da Pipoca de Colher, tem menos de 80 calorias a porção e sabor de amora

Nascia a Pipoca de Colher, hoje presente em 300 pontos de vendas em todas as regiões do Brasil e com um plano de microfranquias recém-lançado.

Estouradas no vapor, as pipocas de Sabrina deixam os temperos e acompanhamentos pesados de lado. Esqueça os dedos melados de manteiga: as opções da Pipoca de Colher são a Detox, feita com casca de laranha e gengibre, Chocolate Fit, de cacau com canela, TPM free, de amora, e Termogênico, que leva um mix de especiarias e pimentas.

"Quero oferecer às pessoas a possibilidade de comer algo gostoso, mas também nutritivo, sem aquelas calorias vazias que não fazem sentido para o corpo", diz Sabrina. E a empresária fala em causa própria: ela confessa ser "louca por pipoca" a ponto de já ter trocado refeições por um boa porção do milho estourado.

Sabrina começou vendendo sua criação para amigos. Em dezembro de 2015, já vendia em feiras e, em maio do ano passado, começava o modelo que tem feito sucesso, em parceria com distribuidores. Eles revendem as porções de pipoca em pacotinhos de 50 gramas que as mantém frescas por até três meses.

Hoje, o faturamento mensal da Pipoca de Colher chega a R$ 50 mil. Um crescimento de cerca de 1300% em um ano. A produção, que há até pouco tempo ainda acontecia na própria casa de Sabrina, hoje ocupa três andares de um prédio na Tijuca e consome uma tonelada de milho ao mês.

Com formato e identidade visual já definidos, o plano de microfranquias da empresa começou a receber pré-cadastramentos na última terça-feira (31). Sabrina espera que, até o final do ano, a Pipoca de Colher já conte com cinco a dez microfranquias, além de uma loja própria em Gramado, na Serra Gaúcha. Nelas, os clientes poderão comprar também a pipoca feita na hora.   

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