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Especial Franquias| 23 de junho de 2018 | 19h 03

Delivery e gourmet são os destaques

Marcas emergentes querem se descolar da concorrência pesada dominada pelas redes de fast-food

Ian Gastim - O Estado de S.Paulo

Praça de alimentação do shoppimg West Plaza, em São Paulo. Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

Praça de alimentação do shoppimg West Plaza, em São Paulo. Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

O interesse de investidores no Burger King, que movimentou R$ 2,2 bilhões em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores, mostra que o setor de alimentação segue em alta. Em meio à crise, o segmento, que é líder no ramo de franquias, registrou no primeiro trimestre alta de 6,6% no faturamento, ante o mesmo período de 2017, chegando a R$ 10,59 bilhões, segundo dados da ABF.

Nesse cenário, empresas buscam auxílio na tecnologia para vender, como uso de aplicativos, e produtos diferenciados que vão além do velho hambúrguer para se manterem vivas.

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Apesar de a maior parte das vendas ainda serem de pontos fixos, como praças de alimentação, vistas como âncoras do público de shoppings, o delivery está ganhando mais espaço. Não é à toa que o McDonald’s fechou uma parceria com a UberEats para entregas, numa estratégia para recuperar clientes.

Em 2017, a fatia da venda com entrega foi de 17% da receita. Em 2018, a previsão é chegar a 24%, segundo a ECD Food Service. Vale a pena ficar de olho em modelos de negócios que elegem o delivery como carro-chefe.

Um exemplo de negócios do tipo é a marca Brasileirinho, tida como a principal vendedora de comidas típicas do País no aplicativo de delivery iFood. A marca entrega os pratos do cardápio em uma caixa, ao estilo da China in Box. “Enxergamos que o cliente quer fazer o pedido com 10 cliques e sem atrito com atendente”, diz Adriano Massi, um dos fundadores do negócio. A rede, cuja franquia exige investimento inicial de R$ 120 mil, conta com 105 unidades e espera fechar o ano com faturamento de R$ 120 milhões.

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Diferente. Outra aposta do setor são os negócios que procuram escapar da briga direta com as redes de fast-food. Contra essa concorrência, a Lug’s, que oferece batatas belgas exclusivas e frango com corte especial, quer tornar os pratos com apresentação gourmet. A ideia é pensar menos como McDonald’s e mais como América ou Outback. “Temos a Lug’s, de refeições para almoço e jantar, uma marca de chopp, outra de sorvete e uma linha natural. Pretendemos juntar todas as operações em uma só, a Lug’s All Time Gourmet, que terá investimento a partir de R$ 300 mil”, diz o empresário Denilson Lugui.

Em alta. O setor se apoia no ritmo de vida do brasileiro, que faz muitas refeições fora do lar. Segmentos que exploram alimentação saudável e produtos tipo gourmet, como hamburguerias, estão com um viés de alta no mercado.

Fique atento. Negócios estruturados em poucos produtos, com baixa barreira de entrada e dentro de modismos, como as paletas mexicanas, devem ser vistos com ressalvas, dada a concorrência que enfrentam no setor de alimentação.

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