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Diário do Empreendedor| 20 de agosto de 2018 | 5h 00

Conheça a história do Atelier Jezebel e das empreendedoras por trás da marca

O Estadão PME acompanhará por cerca de um mês e meio o cotidiano de Sara Sampaio e Ana Paula Felipe, sócias da marca de roupas femininas

Letícia Ginak - O Estado de S.Paulo

Ana Paula Felipe e Sara Sampaio, sócias do Atelier Jezebel. Foto: Roberto Caliman

Ana Paula Felipe e Sara Sampaio, sócias do Atelier Jezebel. Foto: Roberto Caliman

Há um mês, em uma pequena sala localizada no andar de cima de um empório de orgânicos no Baixo Pinheiros, na capital paulista, fica localizado o escritório/estoque/recepção de clientes do Atelier Jezebel, marca de roupas femininas baseada no conceito slow fashion (moda consciente, da criação à produção). A mudança recente para o bairro conhecido pelo comércio moderno e alternativo é mais uma passo na história da pequena empresa, que abriu as portas em 2009. E nós, do Estadão PME, não vamos apenas contar como tudo começou e os planos futuros para a marca comandada pelas sócias Sara Sampaio e Ana Paula Felipe. Vamos acompanhá-las, por cerca de um mês e meio, para entender profundamente como é o dia a dia de um microempresário, escrevendo em conjunto uma espécie de diário. O objetivo é compartilhar dúvidas, desafios e experiências com você, leitor e empreendedor. A cada semana, temas cotidianos como gestão do e-commerce e manutenção das redes sociais serão publicados aqui. Acompanhe.

Como tudo começou. Criado em 2009 pela soteropolitana Sara Sampaio, publicitária que sempre trabalhou com moda, o primeiro capítulo do Atelier Jezebel foi escrito em Salvador, em forma de loja física que vendia tanto coleções autorais desenhadas por Sara quanto outras marcas, além de objetos de papelaria. “Quatro anos depois a loja fechou por problemas financeiros e de gestão. Eu ignorava um pouco as planilhas e a questão de ter uma loja física prende muito, pois sei a importância de o dono estar sempre presente. Com a junção das coisas, eu não estava mais a fim de insistir”, conta.

Então Sara, que já havia morado em São Paulo antes da abertura da Jezebel, voltou para a capital paulista e começou a trabalhar em agências de publicidade. Mas, em 2016, com a crise econômica, foi demitida. “Me vi no mercado de trabalho, mandando currículo sem muito retorno e pensei: vou relançar a Jezebel com a proposta do slow fashion. Eu sempre quis empreender novamente, mas quando se está no mercado de trabalho é muito complicado conciliar as duas coisas. Eu sempre deixava para depois e não colocava em prática.”

Com a certeza de que não queria empreender sozinha, como da primeira vez, Sara convidou uma amiga para ser sua sócia e então relançar a marca. “Voltamos em novembro de 2016, com a proposta da reutilização de tecidos que não foram absorvidos pelo mercado, com uma moda mais atemporal e com a preocupação com toda a cadeia de produção. Mas, seis meses depois, essa amiga recebeu uma proposta de emprego que achava que valia a pena e resolveu deixar a sociedade.”

Nova sócia. Com a proposta slow fashion, surgiu a ideia de não contratar modelos para vestirem e fotografarem as roupas da coleção, mas sim mulheres reais. E foi assim que Ana Paula Felipe começou sua história na Jezebel. Formada em moda e em constante insatisfação com uma profissão que julgava não ser a certa para toda a sua vida, Ana Paula chegou como “modelo” para uma coleção e se tornou sócia. “Nos aproximamos muito e temos uma história muito parecida. Sou formada em moda e trabalhei com desenvolvimento de produtos. Fui demitida também na crise, em 2016, e estava em conflito com o meu propósito, minha essência. Desde 2010 eu pensava em empreender, tentei de várias formas, com amigas, sozinha… e depois de conhecer a marca propus a sociedade para a Sara. Entrei na Jezebel em junho de 2017.”

Desde então as duas dividem todas as tarefas do Atelier Jezebel. Da criação à gestão. Com ar de tranquilidade, as sócias contam que passam até três horas checando a produção de peças que acaba de chegar, falam sobre visitas às tecelagens e o cuidado com toda a linha de produção, citando os nomes de suas costureiras com orgulho, pois não há intermediários em toda a linha de produção. Mas esses e outros detalhes da rotina das empreendedoras contaremos no próximo texto, na semana que vem.

Durante as reuniões, também vamos coletar dúvidas das empreendedoras e levá-las para o Encontro Pró-PME, evento gratuito realizado pelo Estadão PME que ocorrerá nos dias 26 e 27 de setembro. O evento reunirá empreendedores consolidados no cenário nacional que também dividirão quais eram suas dúvidas e ajudarão os ouvintes a melhorar processos e encontrar soluções. Veja a programação completa e se inscreva.

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