ESTADÃO PME » » notícias

Tecnologia| 25 de fevereiro de 2015 | 7h 15

Uma em cada duas pessoas vai quebrar o smartphone, diz dono de clube de manutenção de celular

Inspirado em exemplos de sucesso nos EUA, negócio é um híbrido entre seguradoras e oficinas especializadas; prazo para conserto é de até 5 dias

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

Não é de hoje que o desempenho dos smartphones no Brasil atrai a cobiça do investidor. Segundo a IDC, somente entre julho e setembro do ano passado foram vendidos 15,1 milhões de aparelhos novos, 11% mais do que em 2013. E, no meio de um mercado desse porte, o empresário que encontra uma carência de oferta fica com a faca e o queijo na mão.

Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão
norte-americano Daniel Hatkoff é dono de um clube de manutenção para smartphones

::: Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

O norte-americano Daniel Hatkoff parece ser um desses exemplos. Ex-investidor de Wall Street, analista do fundo de capital de risco Warburg Pincus, ele notou, ainda em 2010, que a expansão do setor por aqui reservava espaço para um serviço que mesclasse o negócio de seguro com a manutenção expressa dos equipamentos, algo na linha da Asurion e da Square Trade, startups de sucesso nos EUA.

Assim, em 2012, ele lançou a Pitzi, com a proposta de consertar qualquer problema de um celular mediante um contrato prévio com mensalidades que vão de R$ 5 até R$ 48.

O foco está no tempo de manutenção, de no máximo cinco dias a partir da entrega do aparelho. Com alcance nacional, a empresa vende pacotes pela internet e por meio de parcerias com lojas especializadas, como representantes das operadoras de telefonia celular Tim, Vivo, Claro e Oi, e negócios virtuais, como o Mercado Livre.

“Uma em cada duas pessoas com smartphone vai ter problema com seu aparelho. A gente se baseia nisso para oferecer o nosso serviço”, conta o norte-americano. Daniel não revela os números da empresa, mas já recebeu investimentos de fundos como Flybridge Capital Partners, Thrive Capital, Initial Capital e Kaszek Ventures.

“A gente tem concorrência de algumas seguradoras aqui no Brasil, mas no nosso modelo, não tem ninguém aqui, só mesmo no exterior”, afirma o empreendedor. Para garantir a demanda, o empresário investiu em uma estrutura interna de manutenção em São Paulo e viabilizou parcerias com fabricantes e oficinas pelo País.

Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui