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Negócios| 29 de junho de 2014 | 8h 38

Trio levanta R$ 1 milhão de investidores para impulsionar versão gaúcha do iTunes

Superplayer já tem 600 mil usuários fieis; meta é chegar a 1 milhão até agosto

Renato Oselame, Estadão PME

Divulgação
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Cássio, Gustavo e Fábio Goldschmidt montaram empresa e atraíram Movile e 21212

As pequenas atividades do dia-a-dia foram a inspiração da família Goldschmidt para criar o Superplayer, ferramenta online que oferece listas de músicas customizadas por atividade e que já atraiu mais de R$ 1 milhão em investimentos em pouco mais de um ano de operação.

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A plataforma já possui mais de 600 mil usuários ativos mensais, o que atraiu a Movile, empresa especializada em aplicativos para celular, e a aceleradora 21212. Juntas, elas realizaram um aporte de R$ 1,15 milhão no Superplayer e estão elaborando um plano de negócios ousado para a empresa. A meta é conquistar aumentar a base de usuários fieis em 400 mil até agosto. Para cumprir o objetivo, grande parte do valor será investido em marketing para o Superplayer, que também está disponível na web.

Gustavo Goldschmidt, um dos fundadores da startup, explica que as metas e projeções para o faturamento de 2014 ainda estão sendo traçados pelos sócios, mas que irão atuar com dois planos de negócios. O primeiro é a comercialização de espaços publicitários. As empresas anunciantes podem inserir propagandas entre as músicas e até mesmo organizar uma lista especial para tocar no Superplayer. A segunda forma de gerar receitas é por meio das assinaturas dos usuários que não têm interesse em ouvir as propagandas. O contrato mensal sai por R$ 5,90 e o anual, de maior custo-benefício, é de R$ 49.

Concorrência
Recém-chegado ao Brasil, o Spotify é o grande concorrente do Superplayer no mercado nacional. Esse outro serviço de streaming foi criado em 2008, na Suécia, e se desenvolveu rapidamente. Hoje, conta com 40 milhões de usuários em 57 países, dos quais 25% seriam assinantes, de acordo com a empresa.

Apesar da competição dura, os empresários do Superplayer não se dizem preocupados e acreditam que há espaço para ambos no mercado. As listas oferecidas pelo sistema brasileiro seria o grande diferencial. “Apostamos no lifestyle”, explica Gustavo, “Acreditamos que algumas pessoas não querem fazer a própria seleção”.

“Queremos que o profissional chegue ao trabalho, ligue o Superplayer e comece o expediente”, afirma o empresário, “Em média, as pessoas têm sete apps que usam diariamente. Queremos ser um deles”.

Caso a startup alcance a mesma participação de assinantes que o Spotify possui (25%), a expectativa é que o faturamento possa chegar a R$ 12,25 milhões por ano só em assinaturas, considerando que todos optem pelo contrato anual e que a meta da empresa para agosto seja cumprida.

História
O Superplayer nasceu quase que por acidente. Gustavo Goldschmidt conta que ele os irmãos mais velhos, Fábio e Cássio, decidiram abrir a empresa pelo desejo de empreender, sem sequer ter uma ideia de qual seria o negócio. “Começamos a olhar todas as possibilidades que existiam e que estavam na nossa frente.” A primeira ideia do trio foi criar um sistema parecido com o que seria o iCloud, da Apple. Mas o lançamento do produto da empresa norte-americana frustrou os planos da família.

Observando as movimentações do mercado externo, eles tiveram um plano B. “Vimos lá fora um modelo de acervo de músicas disponibilizadas a qualquer hora e em qualquer lugar, sem que o usuário tenha a propriedade do arquivo”, descreve Gustavo.

Para se diferenciar desses sistemas, os irmãos optaram por listas de canções relacionadas ao estilo de vida das pessoas. “Descobrimos que as pessoas não ouvem música como sua atividade principal, mas para acompanhar um momento do dia-a-dia”, afirma. Daí para a primeira versão do Superplayer, lançada em abril de 2013, bastou um passo e R$ 40 mil do próprio bolso dos irmãos.

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