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| 11 de julho de 2018 | 22h 30

Startups tentam preencher lacunas da educação brasileira

Empresas encontram espaços de atuação da educação básica ao ensino superior aliando impacto social e lucro

Letícia Ginak - O Estado de S.Paulo

Os sócios da startup Quero Educação

Os sócios da startup Quero Educação

A lentidão de iniciativas públicas relativas ao avanço na educação no País abre caminho para empreendedores interessados no setor. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada em maio deste ano pelo IBGE, em 2017, o índice de analfabetismo de brasileiros com 15 anos ou mais foi de 7%, representando 11,5 milhões de pessoas. O resultado ficou abaixo da meta: o Plano Nacional de Educação (PNE) havia estipulado que essa taxa chegasse a 6,5% ainda em 2015. Nesse contexto, startups nacionais encontram, aos poucos, espaços de atuação desde a educação básica até o ensino superior, aliando impacto social e lucro.

Com o objetivo de proporcionar aprendizado personalizado para alunos do Ensino Médio e do Fundamental II de forma acessível e tendo a tecnologia como aliada, Claudio Sassaki e Eduardo Bontempo fundaram a Geekie, em 2011.

Inicialmente, em contato direto com o aluno por meio de um aplicativo que oferece planos de estudos, a startup ganhou dimensão nacional em 2016, quando participou do programa “Hora do Enem”, em conjunto com o Ministério da Educação (MEC). Com ele, atingiu 4,5 milhões de alunos conectados estudando pela plataforma.

Em 2018, a startup lançou o Geekie One, desta vez com foco no professor – uma mudança no modelo com o propósito de dar escala ao negócio. “Elaboramos uma plataforma que substitui o material didático. Customizamos ou adaptamos o planejamento pedagógico com a visão da escola. O objetivo é ‘empoderar’ o aluno, mas também dar suporte ao professor”, conta Sassaki.

Empresa diversifica e altera proposta de atuação

Voltada ao ensino superior, a Quero Educação, fundada em 2010 como Rede Alumni, também diversificou e alterou a proposta com o amadurecimento da empresa e o olhar crítico sobre o setor.

“Iniciamos como um plataforma de relacionamento entre ex-alunos e universidades. Com esse contato, detectamos um problema grave do mercado brasileiro: a ociosidade de vagas em determinados cursos universitários. No fim de 2011, criamos o Quero Bolsa, market place de bolsas de estudo que se tornou nosso novo foco”, diz Bernardo de Pádua, sócio-fundador da Quero Educação.

Por mais que o ensino superior seja uma etapa muito à frente, quando se pensa no difícil cenário educacional brasileiro, Pádua confia no negócio. “Faturamos R$ 50 milhões em 2017 e temos mais de 300 funcionários. Acreditamos que o ensino superior ainda se mostra como uma oportunidade muito grande. O Brasil tem apenas 15% de adultos em universidades. Entre jovens de 18 a 25 anos, a taxa é de 20% de matriculados em universidades.”

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