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Tecnologia| 25 de agosto de 2015 | 6h 59

Startup investe em solução 3D para educação

Empresa paulista quer faturar R$ 5 milhões em 2015, crescimento de 50% em relação ao obtido no ano anterior

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo

A aplicação de ferramentas tecnológicas para potencializar o ensino em sala de aula, principalmente na educação básica, têm fomentado atualmente a competição entre startups que desenvolvem soluções para esse mercado.

Frank Azulay e Carvalho apostam em parceria
Frank Azulay e Carvalho apostam em parceria
Werther Santana/Estadão

Uma dessas empresas é a XD Education, que desenvolveu o Eureka.in, que propõe o uso da tecnologia de realidade aumentada em curtas animações para explicar conteúdos diversos – os óculos 3D conseguem ilustrar teorias que envolvem matemática, física, química e biologia, disciplinas consideradas, pelo diretor-executivo da XD Education, Luís Carlos de Carvalho, as mais desafiadoras.

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“Para esses conceitos, a abstração exigida é muito grande e é difícil garantir que todos os alunos tenham a mesma percepção. Com uma solução em 3D, animações de sete minutos podem representar uma explanação de 40, 50 minutos”, diz Carvalho, que administra a empresa com o sócio Frank Azulay.

Presente em 350 instituições de ensino básico no Brasil, as soluções propostas pela empresa devem render ao empreendimento faturamento de R$ 5 milhões, crescimento de 50% em relação ao ano anterior.

O otimismo tem como foco parcerias recentes com unidades do Sesi e do Senai. Para a primeira rede de ensino, focada na educação básica, há um projeto piloto envolvendo 10 mil alunos e 250 professores.

Para o Senai, a solução já funciona em nove unidades. “O Brasil vive um momento particular de qualificação profissional. E essa nova geração é muito visual, o aluno não tem mais muita paciência para assistir aulas sentado, passivo. O conceito mudou muito e a informação também”, analisa Carvalho.

Cenário. Apesar de estar em crescimento constante, o acesso à internet e tecnologias móveis no Brasil ainda encontra limitações. Para empreender no universo da educação, portanto, é preciso levar em consideração as fronteiras do País, conforme pontua o diretor dos cursos de engenharia do Insper, Irineu Gianesi. “É preciso pensar diversas versões de produtos. Soluções que exigem maior capacidade de processamento e memória terão abrangência limitada”, explica.

Para o especialista, empreender em educação prescinde, ainda, conhecer necessidades. “Tem muita coisa interessante que é possível fazer com uma estrutura básica de rede sem fio. O ensino e aprendizado colaborativo podem transformar a experiência de aprendizagem mais ativa para o aluno. Muitas vezes, o professor tem mais dificuldade de ensinar do que o próprio aluno”, explica. “Nesse contexto, depende do quanto você conhece a necessidade do seu usuário em valores e cultura. O empresário deve gerar uma solução que seja desejável e não somente útil”, finaliza.

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