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Consumo| 30 de setembro de 2011 | 23h 48

Site promete devolver parte do dinheiro da compra ao consumidor

Conceito conhecido como \"cashback\" devolve porcentagem do valor da compra ao cliente

Estadão PME

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Ofli e Israel, sócios do portal Meliuz, pretendem faturar R$ 2 milhões em um ano com o negócio

Fórmulas prontas para atrair e fidelizar clientes existem aos montes. Principalmente na internet. E foi justamente rastreando todos os tipos de benefícios existentes no mercado que os empresários Israel Salmen e Ofli Guimarães conceberam o Meliuz, um portal que, segundo eles, chega ao País com um novo conceito: o comprador recebe para consumir.  Trata-se de um site que atua como buscador e comparador de preços. O diferencial: ele retorna, em dinheiro, uma porcentagem do valor da compra feita.

“Filtramos todos os tipos de benefícios e programas de fidelidade que existem no Brasil até chegarmos ao conceito do Meliuz. Nesse levantamento, percebemos que para se beneficiar o cliente tem de passar por muitos processos, o que torna o ganho dele mais demorado ”, explica Guimarães.  De acordo com os sócios, o ponto forte do negócio é remunerar o usuário de uma forma mais clara e eficiente do que os programas de fidelidade da atualidade.  “O site entrou no ar dia 12 de setembro. Em poucos dias já tínhamos 15 mil usuários cadastrados. A meta é chegar a 500 mil em um ano”, conta Salmen.

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Conhecido no exterior como “cashback” (comprar e receber parte do dinheiro de volta), o conceito funciona da seguinte forma: o internauta busca o produto que deseja, compara os preços e vê o valor que poderá receber de volta se efetivada a transação. Após a confirmação da compra, ele passa a acumular o dinheiro “devolvido” e quando alcançar um valor mínimo de R$ 20 a quantia pode ser resgatada diretamente em sua conta bancária. 

De acordo com os empresários, a porcentagem da compra a ser repassada ao usuário é definida a partir da comissão que o portal recebe da loja virtual em que foi efetuada a compra. "A comissão média é de 5%. Em ofertas pontuais, algumas lojas chegam a pagar até 50% da comissão sobre o valor dos produtos ou serviços oferecidos" explica Salmen.

Para o negócio decolar, além de seduzir os internautas, os empresários também precisam firmar parcerias com segmentos diversos para aumentar o mix de produtos disponíveis no portal. “A escolha dos parceiros é feita com base na classificação da empresa no e-bit. Antes de completarmos um mês de existência já contamos com 32 contratos fechados. E o número só tende a aumentar”, diz Guimarães. 

A parceria com grandes players de e-commerce atrai os compradores e, consequentemente, podem aumentar ainda mais o número de clientes do negócio. Para Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-bit, empresa especializada em e-commerce, as lojas virtuais de porte maior conquistam uma fatia de até 70% dos consumidores que compram pela web. “Para se destacar entre todos os concorrentes que estão na internet é necessário investir para aparecer. Marketing, redes sociais, melhor posicionamento em sites de busca, como o Google, ajudam a projetar um destaque maior e mais abrangente”, diz.

A expectativa dos empresários  é alcançar um faturamento de cerca de R$ 2 milhões no primeiro ano de atuação. "Assim como todo e-commerce , atuaremos com anúncios e publicidades no site. Nosso objetivo é repassar o máximo possível da comissão que recebemos pelas compras ao consumidor. A receita de anúncios será suficiente para manter a empresa financeiramente sólida e tecnologicamente avançada", finaliza Ofli Guimarães.

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