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Empreendedorismo| 13 de novembro de 2012 | 12h 00

Site de cupons e rede social de gestão financeira estão entre os finalistas de desafio do Buscapé

Com 'Sua Ideia Vale Um milhão', empresa vai se transformar em sócia de startup; resultado sairá no dia 7 de dezembro

Renato Jakitas, Estadão PME

Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão
Projetos escolhidos vieram de São Paulo, Rio de Janeiro, Natal e Recife

Romero Rodrigues, fundador e presidente do Buscapé, acaba de decidir os finalistas de seu programa de investimento em startups, o “Sua Ideia Vale Um milhão”. Na segunda edição, o concurso vai escolher um projeto ligado ao e-commerce para um aporte inicial de R$ 300 mil, o equivalente a 30% do negócio. A final será no dia 7 de dezembro.

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Os projetos escolhidos vieram de São Paulo, Rio de Janeiro, Natal e Recife. Perpassam segmentos como logística, gerenciamento financeiro, além de ferramentas desenhadas diretamente para ampliar margens de eficiência nas vendas do e-commerce.

Este é o segundo ano do “Sua Ideia Vale Um milhão”, que teve início em junho com a abertura das inscrições e chegará ao final dia 7 de dezembro, quando será anunciado o ganhador, que passa a ter o Buscapé como sócio.
Em um primeiro momento, uma única empresa deve receber o aporte da companhia Romero Rodrigues.

No entanto, o empresário não descarta a possibilidade de repetir o que fez no ano passado, quando resolveu investir em quatro startups, que hoje integram o rol das 28 empresas do grupo. “Não é nada programado. A proposta é escolher uma (empresa) apenas. Mas, no ano passado, quando a gente foi escolher, não dava para não ficar com as outras”, afirma Romero.

Na ocasião, a Urbanizo, a Resolva.me , o Meu Carrinho e a Hotmart  foram as vencedoras.

2012. Neste ano, até alcançar a fase final, os finalistas desbancaram 908 concorrentes, com direito a uma semifinal pelo caminho. Nela, dez candidatos reuniram-se na sede do Buscapé na semana passada. Enfrentaram um processo de mentoria com especialistas e, no fim, a avaliação de uma banca formada por executivos e sócios do grupo – espécie de colegiado para as marteladas finais de Romero Rodrigues.

Distribuição. De São Paulo, o gaúcho Michel Kommers investiu R$ 60 mil para desenvolver a Cookietrail, ferramenta pela qual os usuários acompanham o status de suas encomendas. O programa agrupa informações de diversas transportadoras, incluindo os Correios.

Cadastrado, o cliente recebe boletins com a localização de sua compra, com o prazo programado para a chegada do produto. “A gente quer propiciar uma experiência mais agradável para quem compra um produto na internet e espera pela entrega. Nosso produto é uma espécie de Foursquare do rastreamento de encomendas”, afirma Kommers.

Cupom. Os cariocas Thiago Brandão, Nara Iachan e Lionardo Nogueira, por sua vez, se classificaram com o Cuponeria, uma alternativa ao modelo de clubes de compra, que após uma fase promissora há alguns anos, começa a perder fôlego entre o consumidor e empresas anunciantes.

O trio aplicou R$ 45 mil em uma startup que reposiciona na internet os tradicionais cupons de desconto distribuídos pelas empresas em embalagens de produtos ou na boca do caixa, após a compra na loja física.  “A empresa lança os cupons no nosso site e o consumidor imprime ou faz o download no celular. Como o cliente não paga pelo cupom, eliminamos um problema do clube de compra, que é comprar a promoção e não conseguir utilizá-la no prazo”, afirma Thiago Brandão.

Finanças. O analista de sistema Wilbert Ribeiro foi selecionado em São José de Mipibu, a 30 quilômetros de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Ele idealizou e desenvolveu sozinho um software para gerenciamento pessoal ou em grupo de finanças, o Mapping My Money.

“Imagina um grupo de universitários que está para se formar. No site, eles podem compartilhar toda a receita e despesas para a formatura, interagindo entre eles”, destaca Ribeiro, que responde pela programação e pelo webdesign do site.

Celular. O Pocketstore, criação dos pernambucanos Luciano Ayres e Felipe Andrade, funciona como uma plataforma para smartphone que permite a venda de produtos e serviços para pequenos comércios. “A criação da loja não tem nenhum custo para o empresário. A gente ganha na comissão da venda”, afirma Ayres.

O projeto do Pocketstore foi recentemente premiado no Campus Party Recife com base nos critérios de escalabilidade, potencial de crescimento, modelo de negócio e criatividade.

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