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Mercado| 30 de janeiro de 2013 | 6h 29

Setor de empresas especializadas em bebês vive a tendência do saudável. Aproveite para lucrar

Pais transferem para os filhos suas preocupações com uma vida mais equilibrada e surge um novo e rentável mercado

Renato Jakitas, Estadão PME

Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão
Maria Fernanda vende itens orgânicos

Alimentação natural, terapias alternativas e roupas sem tecido sintético. A preocupação com a sustentabilidade e a busca pelo bem-estar ganham destaque cada vez maior entre os adultos. Por isso, é de se esperar que esses apelos passem a integrar também o interesse do pai no instante em que abre o bolso para cercar o filho dos primeiros cuidados. O casal Cláudio Spínola e Ana Paula Silva entenderam e investiram nisso ainda em 2009. Agora, começam a colher os frutos da aposta no ‘saudável’.

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Entusiastas de produtos orgânicos e do estilo de vida natural, os dois procuram levar isso aos dois filhos, Vitória e Micah, com quatro e dois anos respectivamente. Na casa da família, em São Paulo, não se assiste televisão, a chuva é captada por um sistema de calhas – a água será usada na limpeza – e uma composteira com minhocas transforma o lixo orgânico da família em adubo para as verduras e as ervas plantadas no jardim.

Por tudo isso, o casal não se sentiu confortável em usar nos filhos fraldas descartáveis, feitas com plástico. Ana Paula relembrou as lições obtidas com sua mãe, costureira, e fez por conta própria fraldas de pano, inspiradas em modelos que ganhou ou importou da Europa ou Ásia, onde o mercado para o produto movimenta um bom dinheiro.

“A gente pesquisou tecidos, tecnologias e criamos a nossa fralda”, afirma Ana Paula. O produto é atualmente o carro-chefe da Morada da Floresta. O negócio funciona dentro da casa dos empreendedores, fatura R$ 70 mil por mês e deve triplicar esse resultado em 2013.

As fraldas são comercializadas por R$ 58 – entre zero e três anos de idade, a criança vai usar 25 fraldas. “Nosso público é formado principalmente por mães que já consomem produtos naturais e estão preocupadas com a questão da sustentabilidade”, conta a empreendedora.

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A história de Ana Paula é muito parecida com a de Maria Fernanda Thomé de Rizzo, uma professora de educação física que tornou-se empresária ao descobrir que não existiam opções de alimentação orgânica para bebês. “Tinha um filha pequena e, na época, trabalhava e ainda tinha de cozinhar as papinhas com os produtos orgânicos que comprava. Um dia meu marido fez uma pesquisa na internet e descobriu que não havia nenhuma marca nacional. Resolvei montar a minha”, lembra.

Com outras duas sócias, ela montou o Empório da Papinha, empreendimento especializado justamente no segmento de comidinhas orgânicas para bebês. O negócio se ergueu com o investimento de R$ 500 mil em 2009. Atualmente, a empresa conta com 15 lojas em funcionamento (uma própria e as demais licenciadas). O faturamento mensal médio é de R$ 15 mil em cada.

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