ESTADÃO PME » » notícias

Beatles/SA| 24 de abril de 2013 | 8h 20

Pequeno empresário aposta na magia dos Beatles para faturar alto e sempre

A banda acabou faz tempo, mas o poder de sedução dos rapazes de Liverpool ainda rende bons negócios no Brasil

Renato Jakitas, Estadão PME

JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão
De Marchi chorou de emoção ao fechar contrato

 A banda de maior sucesso na história do rock fez seu último show há 44 anos, tocando ao vivo – e de graça – na cobertura do edifício da Apple Corps, conglomerado de empresas fundado pelos músicos em Londres. Meses depois, Paul McCartney anunciaria a dissolução do grupo.

Bruno De Marchi, a exemplo de todo bom beatlemaníaco, conhece essa história de cor. E por isso mesmo ele não conseguiu, e nem mesmo tentou, conter o choro quando, há cerca de um ano, recebeu o aval por escrito dos executivos da mesma Apple Corps para montar e administrar no Brasil a loja online oficial da banda.

::: Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

“Eu chorei pra caramba quando vi o papel com o nome de nossa empresa, a Bandup”, lembra De Marchi. “Eu tenho a exclusividade para vender todos os produtos oficiais da marca na América Latina. Alguns vou importar, outros vou produzir por aqui, como camisetas, canecas e coisas do gênero”, explica o paulista da cidade de Barra Bonita, que além dos Beatles, gerencia outras 55 lojas virtuais e tem contratos firmados com artistas que vão dos paraenses da Banda Calypso ao astro pop Bruno Mars.

“No ano passado, conseguimos faturar R$ 3,2 milhões. Quero chegar a R$ 7 milhões neste ano”, estima De Marchi, que só com a lendária banda inglesa tem planos de contabilizar R$ 150 mil até dezembro.

Atemporal
A empolgação do fundador da agência Bandup com seu novo e mais célebre negócio é o combustível que une empresários e consumidores brasileiros ao redor dos quatro rapazes nascidos em Liverpool. Um fenômeno que segundo Samy Dana – além de professor de economia da FGV-SP ele também é músico profissional – conseguiu a distinção de atravessar gerações e se posicionar como uma marca atemporal, símbolo de atitude cult e, sobretudo, uma boa opção para investimento em licenciamento de produtos. “Os Beatles parecem um pouco com o que acontece com o jazz. As pessoas às vezes nem entendem direito, mas gostam de se associar à imagem, ao clima e ao contexto do meio.”

Fosse outra, a teoria de Samy Dana não teria como validar os investimentos do gaúcho Fernando Carlos Alban, presidente e filho do fundador da Credeal, marca de cadernos de R$ 160 milhões faturados em 2012 e que tem, coleção após coleção, os cadernos que estampam a marca dos Beatles entre os dez mais vendidos da sua linha de produtos.

“Por incrível que pareça, de 70% a 80% das compras são realizadas por jovens”, afirma Alban. O empresário afirma ainda que paga 10% de royalties para a licenciadora, com garantia mínima de cerca de R$ 60 mil por ano para permanecer com o direito de uso.

Segundo a empresa que tem os diretos para o licenciamento dos Beatles no Brasil, a Brand House Licensing, a marca deve faturar R$ 1,3 milhão em 2013. “Este é o primeiro ano de nosso contrato. Antes, as licenças eram negociadas diretamente com a Apple Corps, em Londres”, conta Lena Vettoretti, sócia da agência.


Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui