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Economia| 19 de junho de 2012 | 6h 20

Padaria cresce, conta com 320 funcionários e já fatura até R$ 1,7 milhão por mês

Bella Paulista fatura $ 1,5 milhão por mês com a estratégia de produzir quase tudo que coloca à venda

Renato Jakitas, Estadão PME

Helvio Romero/AE
Helvio Romero/AE
Victor Cunha e seus quatro sócios na padaria Bella Paulista sempre atuaram no segmento

As padarias experimentam atualmente um momento de forte transformação e, por isso mesmo, quem deseja obter relevância no segmento precisa ser profissional ao extremo para encarar com sucesso uma operação cada vez mais complexa.

Mas há boas oportunidades e a Bella Paulista é um exemplo disso. A padaria funciona há dez anos na Rua Haddock Lobo, a um quarteirão da Avenida Paulista, em São Paulo. Fundada por cinco sócios, todos já experimentados no ramo, o comércio aposta alto na conveniência e no posicionamento premium para atrair a freguesia. Lá, a proposta não é apenas vender muito, mas vender muito e de quase tudo.

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“A gente não tem o melhor preço. Mas temos localização estratégica, um posicionamento diferente e um portfólio extenso de produtos”, afirma Victor Cunha, um dos sócios da Bella Paulista.

Cunha, por sinal, nasceu e foi criado dentro de uma padaria. “Sou filho de português e meus pais já estavam neste ramo. Sempre trabalhei com panificação e meus sócios também. Acho que, por isso mesmo, conseguimos tocar uma operação desse tamanho”, analisa atualmente o empreendedor. De fato, os números obtidos pela Bella Paulista impressionam.

Com faturamento entre R$ 1,5 milhão a R$ 1,7 milhão por mês, o ponto tem margens de lucro que oscilam entre 15% em dias normais e 18% quando há feriados e datas especiais do comércio.

Aberta sete dias por semana e 24 horas por dia, a padaria recebe 6 mil clientes todos os dias. Em finais de semana esse número salta para 9 mil pessoas.

Com 700 metros quadrados, 300 deles apenas para a área de atendimento, a Bella Paulista lota durante as manhãs – são vendidos 2,4 mil bufês de café da manha todos os meses. Durante o almoço, é preciso até mesmo organizar uma fila para evitar confusão.“Nosso movimento durante a madrugada também é muito grande. São jovens que estão saindo ou entrando nas baladas”, destaca Fabrício Resende, gerente da padaria.

Além de Resende, a panificadora mantém outros 319 funcionários. Eles atuam no atendimento mas, principalmente, no segmento industrial, que segundo Victor Cunha responde por 80% do portfólio de produtos comercializados pela padaria. “Nossa área de vinhos e de laticínios é importante. Mas o grosso dos nossos lucros vêm do que fabricamos aqui dentro. Até o nosso sorvete é de fabricação própria”, afirma o empresário.

Planejamento

A estratégia de concentrar a produção do que é comercializado não é uma inovação da Bella Paulista. Pelo contrário. Esse tem sido o caminho para o sucesso de muitos outros representantes do segmento.

Segundo dados de uma pesquisa realizada pela consultoria ECD Food Service, o lucro de negócios deste tipo não está nos produtos oferecidos no setor de conveniência – a venda daqueles itens processados por grandes empresas. O sucesso financeiro da padaria passa pela transformação de itens, naquilo que o empresário do ramo prepara e comercializa: refeições, doces, pães especiais e biscoitos.

“É importante diversificar a quantidade de produtos oferecidos e, mais ainda, produzir quase a totalidade deles. O pão ainda é um item muito procurado e adquirido por 94% das pessoas que entram na padaria. Mas o bufê de café da manhã, os lanches e as pequenas refeições ao longo do dia são procurados por 49% dos clientes”, analisa Enzo Donna, diretor da ECD Food Service.

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