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Novas possibilidades| 15 de junho de 2016 | 7h 00

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Estreias na feira organizada pela ABF estão mais pulverizadas entre os segmentos

Estadão PME - O Estado de S.Paulo

 
 

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As marcas de alimentação fora do lar, sempre muito representativas quando o assunto é franquia, não mantiveram a tradição de liderança neste ano. O volume de empresas que atua no setor continua importante, mas dentre as cerca de 50 redes que estreiam no evento, apenas cinco atuam no nicho. Em 2016, o setor que mais contribuius para a galeria de novas marcas foi o de vestuário, não por acaso um dos principais negócios de franchising já há algum tempo. São sete novas empresas, algumas delas com foco de atuação até então regional e que consideram o evento uma oportunidade pra ingressar no eixo Rio-São Paulo.

Um exemplo dessa estratégia é a Enzo Milano, empresa gaúcha criada há quatro anos por Milton Petry. Filho de empreendedores do setor têxtil, ele aposta no gosto do consumidor brasileiro pelo design italiano como um chamariz para pelo menos dez novos contratos a serem fechados durante a feira.

“Nosso maior foco é São Paulo e Rio de Janeiro”, conta Petry, que tem hoje sete unidades nos três estados do Sul (Rio grande do Sul, Paraná e Santa Catarina) e vê seu produto em shoppings voltados para clientes da classe A. “Nosso tíquete médio é de R$ 150. Temos um produto mais premium”, conta ele. O investimento para montar uma loja da Enzo Milano parte de R$ 700 mil e pode chegar a R$ 1 milhão, com o ponto incluso.

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Rafael Arbex/Estadão
Desafios

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Outro segmento bem representado entre as novas marcas é o de acessórios e calçados, neste ano com sete novidades. Aqui enquadram-se as lojas de óculos, um setor que parece ter entrado definitivamente na mira dos investidores internacionais.

Na feira da ABF, um dos representantes desse segmento é a Sunglass Hut, rede de varejo da gigante italiana Luxottica, que detém marcas de óculos de sol como Ray-Ban. Com 3,6 mil unidades pelo mundo (sendo 2 mil apenas nos Estados Unidos), a empresa tentou nos últimos anos atacar o mercado brasileiro por meio de uma rede de lojas próprias. Mas questões como dificuldades logísticas e custos tributários fizeram com que a marca alterasse o rumo e partisse para o franchising como modelo de expansão. “É vantajoso crescer por meio de franquias e ficar dentro do Simples (sistema tributário)”, afirma Giorgi Pradi, diretor da empresa para a América Latina.

Modelo será usado durante a expansão

Também estreante na feira de franquias, o diretor de marketing da Yes Cosmetics, Carlos Magalhães, acredita que os quinze anos de experiência da empresa, quando a marca fazia vendas de porta em porta, foram essenciais para o negócio aprender os métodos e processos aplicados atualmente. “Todo o suporte que damos aos nossos franqueados testamos ao longo desses anos. Estamos com cinco franquias em operação e pretendemos atingir 100 até o final de 2017.” A empresa tem 60 unidades próprias, entre lojas e quiosques, nos estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

A expansão para outras regiões, argumenta Magalhães, deve se dar justamente por meio do franchising. “Há três anos entramos no varejo e só em março desde ano passamos a operar com franquia. Nesse pouco espaço de tempo, vendemos cinco unidades e até o final de 2016 serão 40”, explica.

A marca acredita que a recessão econômica não deve afetar fortemente o setor onde a marca atua, o de beleza e higiene pessoal, segundo argumenta o executivo.

“A gente tem sido favorecido pela crise porque nossa empresa tem um cenário e um perfil favoráveis. Nosso preço é em média mais barato do que o líder do nosso setor. No mercado, respondemos de forma melhor”, argumenta Magalhães, se fiando à teoria da elasticidade de preços – produtos com valores menores costumam ser mais consumidos em épocas de retração como a atual. Magalhães mostra-se animado com a feira organizada pela ABF. “Como queremos chegar em outros estados, como São Paulo, essa participação será primordial”, espera Magalhães.

Marca reduz investimento pela metade

Esperando por uma procura maior de candidatos com poucos recursos para investimento, uma marca de produtos de limpeza de Joinville (SC) decidiu redesenhar o modelo de franquia, cortando pela metade o capital necessário para sua implantação. O objetivo, diz o seu fundador, é aproveitar a participação da empresa na feira para expandir, já com o novo modelo, sua presença em São Paulo.

“A gente percebeu que o interessado está com menos dinheiro para entrar em um negócio. Fizemos um planejamento onde cortamos custos, tamanho de loja e reduzimos de R$ 140 mil para de R$ 70 mil a R$ 90 mil o capital inicial”, afirma Leonardo Castelo, dono da Ecoville, que participa pela primeira vez do evento em São Paulo.

“Nós queremos trazer 30 franquias para a nossa base. Hoje temos uma rede com 140 lojas licenciadas, que também iremos aos poucos transformando em modelo de franquias”, conta. O negócio da Ecoville é, basicamente, uma loja que só trabalha com produtos de limpeza e higiene. Com cerca de 600 itens, 250 são de marca própria, produzidos no interior de Santa Catarina. “Nossa franquia é um supermercado de limpeza. Mas parte do nosso negócio também é a venda de porta em porta”, conta o empresário.

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