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Franquias| 26 de setembro de 2013 | 6h 29

Empreendedor muda de setor após ser baleado durante assalto e aposta no saudável

Ele tinha uma concessionária de motos e, depois do incidente, abriu uma franquia de produtos naturais

Gisele Tamamar, Estadão PME

Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão
Ricardo Cruz fechou loja de móveis para investir na venda de produtos saudáveis

Dois acontecimentos fizeram o empresário Ricardo Cruz mudar de vida. Um problema de saúde na família o levou a uma reeducação alimentar e a pesquisar produtos naturais. Pouco depois, a concessionária de motos mantida pelo empreendedor foi alvo de criminosos e Cruz foi baleado. “As duas experiências mexeram muito comigo e resolvi mudar de vida”, conta o empresário, que fundou a rede Nação Verde.

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Em 2008, Cruz passou a fabricar um suplemento de vitamina C a base de aloe vera, abriu uma loja e criou um clube para revender produtos naturais e sustentáveis que funciona no sistema de venda direta. A ideia de franquear a marca surgiu um ano depois. “As pessoas compravam meu produto, pagavam e ainda me agradeciam. Eu nunca tinha tido essa experiência na vida”, conta Cruz.

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A principal loja da marca, localizada no bairro de Santana, em São Paulo, tem o objetivo de faturar R$ 250 mil todos os meses. E a expectativa do empresário é fechar o ano com 22 unidades, que vendem alimentos, cosméticos, suplementação alimentar e até produtos de limpeza. No caso das franquias, existem três tipos de lojas à disposição dos interessados – a opção mais modesta custa R$ 90 mil e a mais elaborada R$ 350 mil. O faturamento estimado, segundo a rede, oscila entre R$ 25 mil e R$ 65 mil, de acordo com o tamanho da unidade adquirida pelo investidor.

O franqueado da Nação Verde tem três canais de venda: varejo, comércio eletrônico e a venda direta, já que ele pode atuar como fornecedor de uma equipe de consultores. No caso da loja virtual, o consumidor precisa digitar o CEP para fazer o pedido e a loja mais próxima será responsável pela entrega da encomenda. 

Proposta. Quem optar por adquirir uma unidade maior da rede pode instalar uma lanchonete no local para vender receitas criadas pela empresa – uma delas é a batata box, servida em formato quadrado, sem glúten, sem lactose e com seis tipos de recheio. O cardápio também inclui opções de salgados feitos com ingredientes especiais, como farinha de banana verde e linhaça dourada.

“Não somos uma empresa de lançar o último produto da moda. Focamos nas necessidades dos clientes. E nossas lojas produzem um terço do lixo de uma loja tradicional. Nossa preocupação é geral”, destaca Cruz.

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