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Professor Pardal| 30 de janeiro de 2014 | 7h 01

Desafio do inventor é se tornar empresário

Quem não tem vocação ou dinheiro precisa de um projeto rentável para convencer o investidor a apostar na proposta

Gisele Tamamar, Estadão PME

Divulgação
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Depois de tirar ideia do papel, inventor precisa tornar invenção rentável

O principal desafio do inventor é tirar a ideia do papel, criar algo novo. Mas ao concretizar o projeto, o segundo passo é ainda mais difícil: tornar a solução em algo rentável. Em 26 anos a frente da Associação Nacional dos Inventores (ANI), Carlos Mazzei diz que “conta nos dedos” os inventores que se transformaram em grandes empresários. Para quem não tem o empreendedorismo na veia, é melhor nem tentar – o esforço deve estar em convencer um empresário a investir na invenção.

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Desde sua criação, a ANI já cadastrou 4 mil inventores e registrou mais de 10 mil patentes. “Inventor é igual artista: quer ver seu projeto no mercado, quer ver a coisa acontecer. Nós procuramos profissionalizar a cabeça do inventor para ele ganhar dinheiro, além de realizar o sonho de ver o projeto no mercado”, diz Mazzei.

No Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi), foram registrados 33.989 pedidos de patentes só no ano passado, 1,7% a mais que os 33.395 pedidos realizados no ano anterior. O registro de patente, aliás, é em geral uma das maiores dificuldade enfrentadas pelo inventor brasileiro.

“Não adianta só depositar uma patente. Ela precisa estar bem fundamentada. Se o inventor começar errado, vai dar errado”, pontua Carlos Mazzei. O processo não é simples. De acordo com o Inpi, o tempo entre o depósito de um pedido de patente e a concessão do privilégio leva, em média, quase cinco anos e meio para as solicitações de 2011. Pelo menos, o presidente da ANI explica que o inventor não precisa montar uma indústria para produzir sua ideia. “Tem muita empresa que está abrindo as portas para os inventores. É uma parceria sadia.”

Para servir de inspiração, o Estadão PME conta a história de quatro inventores. Dois deles, José Roberto Assy e Joaquim Caracas, são donos de empresas já consolidadas e foram reconhecidos em premiações da Finep, a Agência Brasileira da Inovação. Já Gustavo Siemsen deixou a carreira de executivo para começar do zero. E Clemente Martinez busca parceiros para produzir sua invenção. Confira as histórias nos links abaixo.

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