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Minha História| 17 de janeiro de 2012 | 6h 25

Empresa fatura R$ 36 milhões vendendo vinhos pela internet e quer crescer ainda mais

Depois de vender cerca de 1 milhão de garrafas em 2011, a Wine quer conquistar um novo e promissor mercado

Carolina Dall'Olio, Estadão PME

Epitacio Pessoa/AE
Epitacio Pessoa/AE
Anselmo Endlich tem planos ousados para a Wine

 O comércio de vinhos pela internet não é algo novo – algumas importadoras vendem a bebida em seus sites há uma década. Mas ainda hoje são poucas as empresas que elegem a web como o principal canal de vendas. Foi por enxergar essa lacuna que, em 2009, os empresários do Espírito Santo Rogério Salume e Anselmo Endlich criaram a Wine, uma empresa voltada exclusivamente para o comércio eletrônico de vinhos.

Ao focar a internet, a Wine rapidamente ganhou abrangência e escala. Em 2011, seu terceiro ano de vida, o negócio vendeu cerca de 1 milhão de garrafas, faturou R$ 36 milhões e contabilizou 11 mil membros em seu clube do vinho. O site expõe atualmente 40 mil rótulos, de 49 importadoras diferentes.

O crescimento acelerado e a presença de um sócio investidor deram fôlego para novas iniciativas. Em abril, a Wine passará a vender os vinhos não apenas ao consumidor final, mas também para restaurantes. O novo negócio, batizado de Wine2B, comercializará os rótulos de quatro vinícolas que o site passa a representar no Brasil.

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Agora como importadora de vinhos para restaurantes, a Wine concorrerá, de forma tímida, com as demais empresas do setor e que hoje são suas parceiras. “Mas não disputaremos os mesmos clientes”, enfatiza Endlich. “Nosso foco é atender restaurantes que ainda não são visitados pelas importadoras”, garante o empreendedor.

Não será a primeira vez que a Wine modificará algumas das regras do mercado. Graças a uma embalagem simples e barata, que impede que as garrafas quebrem, a empresa obteve licença para transportar a bebida em aviões e, dessa forma, tornou a logística do produto mais rápida e também segura.

As entregas são feitas em até 48 horas, desde que o cliente esteja em um dos mil maiores municípios do País. Para as demais áreas, o prazo máximo é de 7 dias. Com essa capilaridade, a Wine conquistou muitos consumidores que moram em cidades pequenas, desbravando um mercado que as importadoras ainda não tinham atingido.

O sucesso nos municípios do interior fez os donos da Wine perceberem também que muitos restaurantes não eram atendidos pelas importadoras e, portanto, poderiam se transformar em clientes. “A nossa ideia é atender nosso consumidor final em todos os seus momentos de degustação do vinho. Seja em casa, seja no restaurante”, define Endlich. Foi assim que surgiu a ideia embrionária da Wine2B.

“A Wine já promoveu uma mudança no mercado ao permitir que os consumidores comprassem o vinho de forma regular e prática na web, o que contribui para aumentar a venda da bebida no País”, diz Leonardo Araújo, pesquisador da Fundação Dom Cabral e coautor do livro Empresas Proativas – Como antecipar mudanças no mercado. “Agora, promove uma nova alteração. E, toda vez que uma empresa muda as regras do jogo, ela se beneficia, mas também corre riscos.”

Endlich e seu sócio sabem das dificuldades de vender para restaurantes. “Já trabalhamos nessa área e sabemos que a venda pede um contato pessoal. Também é necessário ajudar o restaurante a escolher os vinhos que harmonizam com seu cardápio”, reconhece o empresário.

Mas como atender essa demanda pela web? “O site tem de funcionar apenas como tirador de pedidos”, esclarece Endlich. “Teremos 200 funcionários que visitarão os restaurantes.” A principal tarefa agora é recrutar essa mão de obra, talvez o primeiro novo desafio da Wine, que pretende contar com 2,5 mil empregados e ter R$ 500 milhões de faturamento em 2016.

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