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Negócios| 02 de outubro de 2014 | 11h 45

Carioca abandona emprego em banco para ganhar o mundo vendendo suco de fruta natural

Marcos Leta, fundador da do bem, foi eleito Empreendedor do Ano no Prêmio Estadão PME

Mariana Desidério, especial para o Estado

Como facilitar a vida de quem quer consumir bebidas naturais mas não tem tempo para espremer as laranjas? Foi a partir dessa pergunta simples que surgiu a do bem, marca de sucos carioca que tem conquistado clientes no Brasil e no exterior com suas bebidas sem conservantes, a maioria sem açúcar. 

Wilton Junior / Estadão
Wilton Junior / Estadão
Marcos Leta, fundador da do bem

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O fundador da empresa, Marcos Leta, foi eleito empreendedor do ano na 3ª edição do Prêmio Estadão PME. “Este reconhecimento não é só para mim, mas para todos que fazem parte deste trabalho”, afirmou o empresário na premiação.

A ideia de colocar na caixinha sucos 100% naturais surgiu, por incrível que pareça, na época em que o fundador Marcos Leta atuava no mercado financeiro. Ele lembra que saía tarde do trabalho e, antes de ir para casa, tinha o costume de parar numa das tradicionais casas de sucos do Rio de Janeiro. “Comecei a me perguntar por que não poderia envasar aquela fruta fresca”, afirma.

Em 2007, o empresário arregaçou as mangas, largou o terno e a gravata e passou dois anos pesquisando maneiras de transformar sua ideia em negócio. “O primeiro desafio para quem quer ser empreendedor é sair da inércia”, resume. Como muitos, ele sempre sonhou em ser chefe de si mesmo. “Nunca quis trabalhar para os outros. Sabia que o emprego não seria para a vida inteira”, diz.

Formado em administração pelo Ibmec, Leta lembra que, ainda na faculdade, desenvolveu projetos na área de alimentos saudáveis. “Não sou ‘xiita’, mas a preocupação com a saúde e com a vida saudável faz parte do meu DNA”, afirma.

Livre do emprego, o empresário foi conhecer processos produtivos nos Estados Unidos e na Europa. Dessas pesquisas surgiu a solução para manter o suco fresco por mais tempo: o envase da bebida é feito a vácuo, sem que haja contato com o oxigênio. Os produtos também passam por uma rápida pasteurização, que, segundo Leta, não compromete os nutrientes. Graças a esse processo, conservantes e outros aditivos químicos puderam ser dispensados da receita. “É uma tecnologia que já existia, não fomos nós que inventamos. Apenas ligamos alguns pontos”, afirma.A do bem conta hoje com 50 funcionários e tem uma fábrica, dois armazéns e dois escritórios. Suas caixinhas estão presentes em 20 mil pontos de venda, espalhados por 15 estados brasileiros. 

Também já é possível encontrar os produtos na França e na Espanha. A empresa tem um crescimento médio de 40% ao ano; o faturamento, porém, não é divulgado. Além de sucos de laranja, uva e tangerina, a do bem também produz limonada, mate, água de coco e as bebidas funcionais ‘Detox Monstro’ (suco verde) e ‘Vem Meu Bronze’ (suco rosa). Com exceção dos mates e da limonada, todos os itens são produzidos sem açúcar. Os produtos são em média de 20% a 30% mais caros que os sucos convencionais.

Para ajudar a vender a marca, a empresa investe numa estratégia de comunicação descolada. Dentro dessa tática, os nomes bem-humorados de algumas bebidas se associam às caixinhas de cores fortes, aos ícones atraentes (nada de foto da fruta) e aos textos com linguagem direta e divertida. Nas embalagens, é possível ler ‘Feito por jovens cansados da mesmice’. Já o site manda um ‘beijinho no ombro para os néctares’.

“A indústria de alimentos e bebidas não teve inovação nos últimos 15 anos. Nós viemos com um olhar jovem, entendemos que o design faz parte da experiência do cliente e que os textos precisam conversar com ele”, diz Leta. Ele ressalta também que a empresa busca um contato menos formal com os consumidores. “Os e-mails são respondidos de forma personalizada em até 24 horas. É uma postura diferente da maioria das empresas.” 

TRAJETÓRIA DE SUCESSO

Ideia
A proposta de produzir sucos naturais em caixinha surgiu de uma necessidade do próprio empresário, que sempre procurou alimentos saudáveis.

Iniciativa
Entre ter a ideia e colocá-la em prática há uma grande diferença. Para Leta, sair da inércia e trabalhar pelo sonho é a postura que o empreendedor deve buscar.

Pesquisa
O empresário deixou o emprego no mercado financeiro e passou dois anos pesquisando a melhor forma de envasar o suco natural que pretendia produzir.

Pulseira
No início de 2014, a empresa ampliou o leque de produtos e lançou a do bem máquina, pulseira que monitora os exercícios e até a qualidade do sono do usuário.

 

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