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Negócios| 24 de novembro de 2014 | 7h 02

Baixa nas vendas em junho por causa da Copa fez empresa repensar negócio e mudar estratégia

Gisele Tamamar, Estadão PME

O período da Copa do Mundo foi responsável pelo pior junho da empresa Viva! desde sua fundação em 2009. Como o serviço de atendimento ao cliente caiu, a empresa utilizou o tempo para repensar o negócio de venda de experiências e optou pelo reposicionamento estratégico para crescer no mercado corporativo. O otimismo é grande e a expectativa é quadruplicar o faturamento no ano que vem.

Divulgação
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Empresa de Andre Susskind agora foca no mercado corporativo

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A empresa foi criada em 2009 pelos irmãos Andre e Daniel Susskind com foco na pessoa física (assim como funcionava no mercado europeu). Tanto que a operação estreou com um quiosque no Shopping Iguatemi. De forma passiva, a empresa começou a ter uma demanda do mercado corporativo que desde o início representava 75% das vendas.

Mesmo com toda a representatividade, apenas 30% do esforço da equipe era direcionada para esse mercado. Os outros 70% eram voltados para o mercado de pessoa física, que representava 25% do faturamento. "Nós tínhamos a visão que era a pessoa jurídica que financiava nossa operação, mas achávamos que em algum momento a curva de pessoa física teria um grande crescimento. Mas isso nunca aconteceu e não víamos nenhuma tendência que ia acontecer", conta Andre.

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A mudança de estratégia ocorreu somente este ano quando os profissionais avaliaram que o mercado de pessoa física exige muito dinheiro para comunicar a marca e o varejo é um negócio muito complexo. Por outro lado, a empresa consegue aparecer no mercado corporativo: a geração de caixa permite fazer ações de impacto e tornar a marca conhecida a partir de um crescimento orgânico.

"Esse ano só vivemos de expectativas: vai chegar o carnaval, Copa do Mundo, eleições e agora fim de ano", diz Andre. Por isso, o fundador elegeu a realização do Mundial como um dos problemas enfrentados pela equipe, além disso, junho teve o feriado de Corpus Christi, que caiu em uma quinta-feira.

"O principal problema foi tirar o foco. As pessoas só queriam saber de futebol. O gerente da empresa x falava: não quero decidir isso agora, vamos deixar para depois da Copa. Tudo era depois da Copa", lembra Andre.

A boa notícia para a empresa é que as vendas voltaram ao normal e a empresa segue em crescimento, agora com a nova estratégia. No ano passado, o faturamento foi de R$ 2,3 milhões. Para este ano, a previsão é fechar com R$ 3 milhões a R$ 3,5 milhões. 

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