Daniel Zimmermann/Divulgação
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Vodca brasileira quer quebrar preconceito e conquistar mercado

Entrada no mercado foi afetada pela Copa no primeiro ano de produção

Gisele Tamamar, Estadão PME,

24 de novembro de 2014 | 07h01

Tradicionalmente conhecida por ser uma bebida russa, o lançamento de uma vodca por uma empresa brasileira causou desconfiança no mercado. Quebrar esse preconceito é um dos principais desafios da Kalvelage, que entrou no mercado em novembro do ano passado com a proposta de uma bebida premium.

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Além do desafio de convencer o mercado da qualidade da bebida, a empresa ainda enfrentou dificuldades nesse primeiro ano de operação com a realização da Copa do Mundo e eleições. "Muitas empresas pararam com a Copa, não realizaram compras e negociações. O foco deles estava na Copa. Eles não estavam errados, mas acabou afetando o negócio. Como é um primeiro ano, estamos buscando capilaridade e essa entrada no mercado acabou atrapalhada", afirma um dos sócios, Marcos Kalvelage.

A proposta de produzir a bebida começou com uma brincadeira entre os irmãos Marcos e Mauricio Kalvelage. "Sempre gostamos muito de vodca, mas não achávamos uma que agradasse no mercado nacional e acabávamos caindo nas importadas. Por isso, a gente falava: quando aposentar, vamos fabricar nossa própria vodca", conta Marcos.

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O que era uma ideia de aposentadoria começou a gerar interesse a partir de um projeto durante o MBA em gestão empresarial de Marcos. "Vimos que não precisava se aposentar, que podia virar um negócio", relata. Os estudos e formatação do negócio duraram cerca de quatro anos até o lançamento da marca, inspirada no sobrenome dos irmãos. "Não existe comprovação escrita, mas a história que minha avó contava era que Kalvelage era um clã viking do norte da Alemanha", conta.

Barreira. Para quebrar o preconceito de ser uma vodca de nível premium fabricada no Brasil, a empresa realiza degustações e passou a participar de concursos para validar a qualidade da bebida. Em novembro, recebeu a medalha de prata no Hong Kong International Wine and Spirits Competition. A bebida também já tinha sido premiada no San Francisco World Spirits Competition.

Para 2015, Marcos se mantém otimista."Estamos começando a quebrar esse preconceito e temos uma previsão de crescimento constante", diz. Além disso, o sócio afirma que a marca não tem um concorrente nacional brigando apenas com as importadas. "Como só utilizamos matéria-prima nacional, temos uma vantagem competitiva. Não estamos sujeito às variações do mercado. O câmbio, por exemplo, afeta todo mundo, mas o impacto direto sobre a gente é menor", explica.

Atualmente, a Kalvelage vende o produto pela internet e trabalha com distribuidores na Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. A capacidade instalada de produção é de 80 mil litros/mês. No ano que vem, a expectativa é chegar em São Paulo, Ceará, Paraíba e Pernambuco.

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