Domínio público/Pixabay
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Você duvida da carne dos fastfoods? Subway é o novo alvo

Teste realizado por TV canadense contesta frango usado em sanduíche; rede nega

O Estado de S.Paulo

12 de março de 2017 | 05h00

A rede de TV canadense CBC News resolveu investigar a verdade por trás de algo consumido por muitos locais: sanduíche de frango. Para ser mais específico, decidiu testar algumas das opões do mercado para descobrir se suas carnes são realmente carne de frango. E o resultado foi no mínimo polêmico. 

Seis sanduíches de diferentes redes de fastfood, algumas famosas como McDonalds, Subway e Wendy´s, foram submetidos ao teste. O resultado mais controverso ficou com a Subway: segundo a CBC, um dos sanduíches de frango da marca apresentou apenas 50% de DNA da ave. O restante era basicamente soja. 

A Subway contestou o teste, realizando o seu próprio em dois laboratórios independentes. Os resultados, de acordo com comunicado oficial da rede, "mostram claramente que o frango canadense testado tinha apenas vestígios de soja, contrariando as acusações feitas durante a transmissão do CBC Marketplace". 

Ainda segundo a Subway, "os resultados de ambos os laboratórios encontraram proteína de soja abaixo de 10 ppm (parte por milhão), ou seja, menos de 1%, em todas as amostras testadas. Estes resultados são consistentes com os baixos níveis de proteína de soja que nós adicionamos com as especiarias para ajudar a manter os produtos suculentos e saborosos".

Controvérsias à parte, uma reportagem do "The Washington Post" lembrou que esta não é a primeira polêmica do tipo. E até dá um nome para esse tipo de caso: o "insulto da carne misteriosa". 

A reportagem lembra, por exemplo, das almôndegas da Ikea. Em 2013, a marca sueca precisou retirar o produto de lojas de 21 países europeus depois que testes feitos na República Tcheca encontraram traços de DNA de cavalo onde, segundo a embalagem, deveria haver apenas carnes bovina e suína. 

Ainda mais perturbardores foram os resultados de testes feitos em 2015 com salsichas e linguiças, incluindo vegetarianas, de 75 distribuidores dos Estados Unidos. Em 2% dos casos, os produtos incluiam até DNA humano. No caso das vegetarianas, até 10% delas tinham traços de carnes. 

Por mais assustadora que seja, a presença do DNA humano pode, porém, ser explicada pelo simples manuseio deficiente dos alimentos. Não quer dizer que de fato há carne humana em salsichas e linguiças. Por isso, talvez ainda pior tenha sido a polêmica do "pink slime". 

Em 2012, uma reportagem da rede de TV americana ABC chamou a atenção dos Estados Unidos para o processo que basicamente transforma carne de baixíssima qualidade em algo "comível" por seres humanos. No "pink slime", sobras de carne de alto teor de gordura e cartilagem recebem um tratamento con hidróxido de amônia para tornarem-se palatáveis e ganharem aparência mais aceitável. 

 A ABC, porém, revelou à época que os ingredientes geralmente submetidos ao "pink slime" eram antes destinados apenas à podução de comida para cachorro e óleo de cozinha. Como resultado, muitos produtores de carnes foram processados, e alguns fechados. 

 

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