Visitar a concorrência entra na lista de lugares ideais para buscar informações sobre inovação

Visitar a concorrência entra na lista de lugares ideais para buscar informações sobre inovação

Prática é considerada eficaz se feita em conjunto com métodos tradicionais, como consultas com profissionais e universidades

Bruno de Oliveira, especial para O Estado,

05 de agosto de 2015 | 10h30

Quando o empreendedor verifica que precisa melhorar seus índices de produtividade por meio de um processo inovador é preciso, antes do que qualquer coisa, buscar orientação. Mas para isso, a realização de uma espécie de lição de casa se faz necessária. E a tarefa consiste em olhar para dentro do negócio e identificar comportamentos e perfis que serão uteis na escolha da melhor fonte de aprendizado.

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De acordo com o estudo Crescer: Estratégia, Gestão e Recursos Para Sua Empresa, feito pelo Endeavor em 2013, o empreendedor deve ir atrás de informações relacionadas ao tamanho da empresa e à área em que se pretende implantar um processo inovador, criando uma espécie de raio-x.

O primeiro passo é enquadrar a empresa de acordo com seu tamanho em três tipos específicos: se ela é uma startup, emergente ou em expansão. Isso é importante porque determina a especialidade do tipo de fonte, seja ela um consultor, um profissional ligado ao mundo acadêmico ou o tamanho de uma empresa que atua em um ramo similar ou interessante ao tipo de inovação que se queira implantar.

"Ter claro o tamanho da empresa que se gerencia pode parecer óbvio, mas nem todos os empreendedores conseguem afirmar com precisão o tamanho real de seus empreendimentos. Com isso em mente, ele restringe o leque de opções de fontes de informação que podem ajudá-lo a inovar", explica Alexandre Pierantoni, especialista em finanças corporativa da Pactor.

Após este primeiro movimento em busca da orientação certa para o processo de inovação, o segundo passo apontado pelo estudo da Endeavor é identificar a área ou áreas envolvidas na implantação de uma melhoria, no caso, se concentram em três pontos: gestão, contabilidade e investimentos.

Na gestão, as melhorias se concentram em ferramentas ou procedimentos que promovam ganhos de produtividade no comando das decisões. Na contabilidade, soluções que adequem a operação do negócio às leis fiscais do País. Investimentos, por fim, trata-se de buscar financiamento em instituições bancárias ou de fomento ao desenvolvimento.

"Com estas informações reunidas, o empreendedor consegue um direcionamento melhor para buscar orientações sobre inovação, porque não importa qual seja a fonte, ele será questionado sobre informações da empresa para que a orientação seja feita de maneira precisa", disse Pierantoni.

A informação

Uma vez com o raio-x da empresa em mãos, a conversa com bancos, financiadoras, órgãos públicos de fomento e instituições de classe tem uma aproveitamento melhor sob o ponto de vista de escolher a inovação mais adequada ao negócio. Contudo, existem outras fontes que, em conjunto com estas mais tradicionais, enriquecem a pesquisa do empreendedor e reduz os riscos da novidade.

Para Adalberto Brandão, professor de empreendedorismo do Insper, existem fontes de informação eficientes e que custam quase nada ao empreendedor chegar até elas e, depois, obter resultados que sejam transformados em ganhos para a empresa. Uma delas, que vem sendo difundida pelo Brasil, é o intercâmbio entre empresas.

"Funciona como uma troca de ideias mais organizada entre empreendedores com interesses comuns, geralmente o que pretende implantar uma inovação em sua empresa visita a do empreendedor que já passou pelo processo", explica Brandão. "Esta forma de obter orientação sobre um processo novo tem resultados melhores quando associada à consultoria de um profissional do mercado ou de mentores de instituições ligadas ao empreendedorismo", finaliza.

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