Tarso Sarraf/AE
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Vendas do comércio de SP caem 1,1% em julho

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as vendas retraíram-se 0,5% frente ao mesmo período de 2010

RODRIGO PETRY, Agência Estado,

23 de setembro de 2011 | 17h49

 As vendas do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) recuaram 1,1% em julho em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Em comparação às vendas de junho, o faturamento do varejo cresceu 4,7%, atingindo R$ 8,7 bilhões. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as vendas retraíram-se 0,5% frente ao mesmo período de 2010.

Segundo a Fecomercio, as vendas de bens duráveis contribuíram para a retração na comparação com o ano passado. As vendas em julho frente ao mesmo mês de 2010 caíram nos segmentos de móveis e decoração (9,1%), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (23,3%) e materiais de construção (29,3%). Esse resultados, diz a entidade, foi influenciado pelo aumento de 7% nos últimos doze meses do nível geral de preços ao consumidor, assim como pelas restrições ao crédito impostas pelo Banco Central.

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Os segmentos do varejo da região metropolitana de São Paulo que apresentaram aumento em julho em relação ao mesmo período do ano passado foram vestuário, tecidos e calçados (16,6%), supermercados (3,2%) e lojas de departamento (2,7%). "O nível de consumo dos produtos vendidos nesses setores é justificado, em grande parte, pelo seu baixo custo relativo, pela elevada taxa de ocupação na RMSP e por um incremento de 4,4% na massa total de rendimentos da população", diz, em nota, a Fecomercio.

No caso das vendas de automóveis, o levantamento da entidade apontou aumento nas vendas de 6,3% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado e de 14,2%, frente a junho. Já no segmento de farmácias e perfumarias o faturamento recuou 6,8% ante julho do ano passado, mas registrou aumento de 1% frente a junho.

Na avaliação dos economistas da Fecomercio, o faturamento do comércio até o final do ano deve ser influenciado pelas ações que as autoridades econômicas tomarão frente ao provável desaquecimento da economia mundial, motivado pela crise na Europa e Estados Unidos.

"O nível de ocupação e renda, entretanto, não deve sofrer nenhum abalo, o que é positivo e deve possibilitar a manutenção das vendas de bens de consumo não duráveis e semiduráveis. Assim, o prognostico mais provável é que o faturamento real de 2011 seja muito próximo ao de 2010, sem apresentar uma variação significativa." 

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