Venda de principais produtos perde força no varejo

Crescimento das vendas de bebidas alcoólicas desacelerou de 15,3%

RODRIGO PETRY, Agência Estado,

28 de julho de 2011 | 17h59

A desaceleração do crescimento do volume das vendas atingiu as principais categorias de produtos comercializados nos supermercados. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), elaborado pela Nielsen, a quantidade de produtos vendidos nos autosserviços subiu 3,4% no primeiro semestre deste ano em comparação a igual período de 2010, frente a um aumento de 6,5% do mesmo intervalo do ano passado em relação aos seis primeiros meses de 2009.

De acordo com a pesquisa, o crescimento das vendas de bebidas alcoólicas desacelerou de 15,3%, registrado no primeiro semestre do ano passado, para 8,5% nos seis primeiros meses de 2011. Na mesma comparação, houve desaceleração do aumento das vendas de bebidas não alcoólicas, de 10,9% para 3,9%; de produtos perecíveis, de 9,5% para 6,4%; de limpeza caseira, de 6,4% para 2,6%; de mercearia salgada, de 5,3% para 0,1%; de mercearia doce, de 3,3% para 1,9%; de limpeza caseira, de 6,4% para 2,6%; e de higiene e beleza, de 3,3% para 2,9%.

Por produto, no primeiro semestre, os maiores crescimentos ficaram com vinho (30,8%), suco de frutas pronto para o consumo (20,5%), bebida à base de soja (16,6%), chocolate (14,6%), salgadinho para aperitivos (11,9%), carnes congeladas (9,1%), desodorante (9%), cigarro (7,5%), cerveja (6,4%) e iogurte (4,6%). As maiores quedas foram de purê de tomate (-16,6%), sabão em barra (-12,5%), chá (-10,7%), farinha de trigo (-7,6%), lã de aço (-7,3%), aguardente de cana (-6,7%), óleo e azeite (-6,2%), arroz (-5,1%), extrato de tomate (-3,8%) e café em pó e grãos (-3,3%).

No semestre, as vendas na região do Grande Rio de Janeiro foram as que registraram as maiores taxas de crescimento, de 8,3% em comparação ao mesmo período do ano passado. Na sequência, aparecem a região Sul (5,2%); Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal (3,9%); região Nordeste (3,9%); Espírito Santo, Minas Gerais e interior do Rio de Janeiro (3,7%); Grande São Paulo (2,7%); e interior de São Paulo e litoral (0,5%).

Por região, a cesta básica do Norte em junho foi a mais cara, ao custo de R$ 333,58 (alta de 2,14% frente a maio), seguida pelo Sul, de R$ 331,77% (-1,14%), Sudeste, de R$ 286,91 (-1,19%), Centro-Oeste, de R$ 287,23 (+0,03%) e Nordeste, de R$ 250,21 (-0,97%).

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