Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Vai vender peixes? Vale a pena o empresário explorar o varejo para conseguir lucrar

Casal investiu R$ 1 milhão há um ano para abrir a Peixaria Bar e Venda

Renato Jakitas, Estadão PME,

29 de janeiro de 2014 | 06h02

A falta de intimidade do brasileiro com o pescado na cozinha é uma oportunidade para os negócios que se dedicam à manipulação do produto. E isso vale tanto para restaurantes especializados, quanto para marcas que oferecem aos consumidores os pratos prontos ou então semi prontos.

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A paulista Damm é um exemplo de empreendimento que se especializou no segmento e há 37 anos cresce com a demanda por seus produtos em supermercados e pontos de venda de nicho. O carro-chefe da marca, fundada por uma família de imigrantes europeus, é o peixe defumado. Na ponta do caixa, uma embalagem com 100 gramas de salmão fatiado oscila entre R$ 12 e R$ 16. “É um produto caro, mas é que nosso público é diferente. Esse é um produto mais sofisticado”, justifica Moacyr Veiga, que representa a segunda geração na direção da média empresa, hoje com 140 funcionários.

Para ele, a cultura pouco difundida da manipulação dos pescados é uma de suas vantagens competitivas. “Tenho uns dois concorrentes, mais ou menos, mas são marcas importadas e o preço fica maior que o nosso. Estamos em um setor muito específico”, diz ele, que também quer ganhar relevância entre faixas mais populares de consumo. “Estamos lançando linhas congeladas de olho em outros consumidores.”

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Também em São Paulo, no bairro da Vila Madalena, o casal Cícero Cunha e Cristina Cunha aposta na mescla de curiosidade com falta de conhecimento do brasileiro para avançar. Eles investiram R$ 1 milhão há um ano para abrir a Peixaria Bar e Venda. A casa mescla venda de peixe fresco com um restaurante. Escolhido pelo cliente, o pescado é levado ao braseiro montado dentro de uma canoa coberta por areia.

“O visual chama atenção, mas nosso cuidado também é com o tipo de peixe. O que a gente busca é ter um produto realmente fresco, que a pessoa não está acostumada, por um preço que não seja absurdo”, afirma Cícero Cunha. “O cliente quando vê um pirarucu desse tira até foto”, conta o funcionário da peixaria Raimundo Barros Filho. “Além do pirarucu, faz muito sucesso o meca e o tambaqui”, explica.

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