Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Vai comprar uma FRANQUIA de moda? É preciso entender bem do setor para não errar na escolha

Conheça as recomendações para quem pensa em investir no segmento

ESTADÃO PME,

17 de setembro de 2014 | 07h25

 Os segmentos de vestuário e acessórios podem ser considerados verdadeiras pontas de lança do mundo das franquias. Comportando, respectivamente, a terceira e a sexta maior rede de franqueadores, as empresas do setor tiveram faturamento de R$ 16,7 bilhões em 2013, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Este ano, a despeito da recessão, os setores cresceram 6% e 5%, de acordo com a Rizzo Franchise.

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Essa pujança tem atraído, inclusive, grandes empresas do exterior – e algumas podem optar pela franquia, como indica Filomena Garcia, diretora da Franchise Store. “Essas marcas procuram franqueadoras brasileiras para ajudar na expansão.”

Segundo o consultor Marcus Rizzo, da Rizzo Franchise, o panorama das franquias de moda é melhor hoje do que era na década passada. “Houve um movimento de profissionalização bastante razoável. Até 2010, tivemos muita quebradeira nesse setor, uma vez que elas são classicamente franquias que vendem marca e produto, ao invés do negócio formatado”, afirma. Ele cita casos como o da Benneton e Forum, que diminuíram de tamanho ou praticamente desapareceram. “Algumas marcas não desenvolveram o conhecimento de varejo. Não basta ter o produto. Tem que ter uma loja apropriada, que envolva o consumidor, e atendimento profissional”, explica.

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Para além das grandes redes internacionais, os setores de moda infantil e íntima podem ser caminhos interessantes para quem pensa em empreender atualmente. 

No caso da moda íntima, o crescimento ocorre principalmente porque as peças deixaram de ser apenas aquilo que ‘se veste por baixo da roupa’ e passaram a compor parte do visual das mulheres. O mercado também é atrativo porque muitas empresas do ramo trabalham com franquia e abrir um negócio não é necessariamente caro. É o caso da Outlet Lingerie, do empresário Maurício Michelotto. A marca vende coleções antigas de grandes marcas com até 70% de desconto. 

“Como meu modelo tem um baixo custo de implantação, não vi a procura diminuir” afirma Michelotto, que trabalhou 28 anos na indústria de moda íntima antes de abrir seu próprio negócio. “No ano passado, abrimos 30 lojas. Somente este ano, até agosto, foram mais 23 e tenho a expectativa de fechar o ano com 40 novas lojas.”

O otimismo de Michelotto não pode ser estendido a todo o segmento, que vê a velocidade de abertura de unidades cair desde 2011, segundo dados da Rizzo Franchise. Outro fator que deve nortear a decisão do interessado é a experiência no ramo. “Os modelos de moda no Brasil são grandes operações que envolvem conhecimentos específicos de varejo”, diz o presidente da Praxxis Consultoria, Adir Ribeiro. 

Além disso, é preciso que o franqueado tenha perfil alinhado com o setor. “Mais do que qualquer outro segmento, essas franquias exigem que você viva o mundo da moda, participe de desfiles, leia as revistas. A experiência anterior facilita”, explica Filomena.

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