Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Vacinação lenta adia expectativa de retomada das pequenas empresas

Estudo do Sebrae estima que 54% dos pequenos negócios só vão retornar ao nível de faturamento pré-pandemia em outubro, um mês depois do previsto na última análise

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2021 | 15h04

Um estudo do Sebrae que analisa o impacto da vacinação na retomada das pequenas empresas mostra que foi adiada em mais de um mês a expectativa de faturamento ao nível pré-pandemia. A terceira edição da análise joga para 10 de outubro o retorno pleno das atividades em 9,5 milhões de negócios, o equivalente a 54% do universo de microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas. A estimativa anterior era 1º de setembro.

De acordo com o consórcio de veículos da imprensa, que inclui o Estadão, o Brasil alcançou 100 milhões de doses de vacinas aplicadas até esta quinta-feira, 1º, das quais 26.580.585 referem-se ao esquema vacinal completo (com duas doses ou dose única, a depender do imunizante). Isso representa 12,55% da população totalmente imunizada.

Ainda que os números indiquem um avanço, com queda do número de mortes por covid-19 e menor lotação de UTIs, eles não são suficientes para reduzir o prazo de retomada dos negócios.

A nova estimativa do Sebrae, em 10 de outubro, relaciona-se à data prevista para que metade da população brasileira esteja completamente imunizada. O estudo leva em consideração dados de pesquisas da instituição com a FGV, da Fiocruz, do cronograma de vacinação do Ministério da Saúde, informações do IBGE e estimativas de especialistas em saúde.

Para Carlos Melles, presidente do Sebrae, a imunização é a única via para devolver a economia ao eixo da normalidade. "A última pesquisa sobre o impacto da pandemia que fizemos, junto com a Fundação Getúlio Vargas, deixou explícito que apenas a abertura das empresas e a diminuição das restrições não são suficientes para recuperar o faturamento. Sem vacinação, não há retomada", diz.

Essa é a terceira edição do estudo que analisa o impacto da vacinação na retomada dos negócios e, segundo Melles, ainda não foi verificada uma melhora. "A campanha de imunização não tem acompanhado a necessidade de retomada dos pequenos negócios. O resultado é que tivemos de adiar mais uma vez a expectativa."

Setores caminham em ritmos diferentes

O levantamento do Sebrae mostra que os primeiros setores que conseguiriam recuperar suas atividades ao nível pré-pandemia são os considerados essenciais e relativamente menos atingidos pela crise. Essas áreas, que compreendem comércio de alimentos, logística, negócios pet, serviços de saúde e educação, por exemplo, teriam uma reação mais rápida e voltariam entre setembro e outubro.

Já as atividades com retorno mais lento, como bares, restaurantes, setores de moda e artesanato, só retomariam por volta do dia 10 de novembro. Os que mais demorariam a se recuperar são os serviços de beleza (em 21 de dezembro), turismo e economia criativa (que só teriam faturamento igual a antes da pandemia em 2022).

Quer debater assuntos de Carreira e Empreendedorismo? Entre para o nosso grupo no Telegram pelo link ou digite @gruposuacarreira na barra de pesquisa do aplicativo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.