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Um simples diário ajuda empresário a estar preparado para os problemas que estão por vir

Relacionar tudo o que ocorre, de bom ou de ruim, pode ser um bom caminho para ganhar espaço

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

12 de dezembro de 2013 | 06h41

Embora muitos empreendedores saibam que o planejamento é fundamental, muitos deles esbarram em uma dúvida cruel: quais as ferramentas ideais a serem usadas? Mas segundo especialistas consultados pelo Estadão PME, antes de encontrar uma resposta para essa pergunta, o pequeno empresário deve mesmo é entender quais são as peculiaridades do seu negócio. 

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E a educação do empreendedor também costuma ser um problema no planejamento. Paulo Feldmann, professor de economia da FEA-USP, comenta por exemplo que, segundo levantamento elaborado pelo Sebrae, mais da metade dos pequenos empresários brasileiros não têm sequer o ensino médio para colocar no currículo.

“Mais do que softwares específicos de planejamento, é preciso se capacitar em gestão, principalmente aqueles empresários que não têm formação acadêmica na área de economia ou administração”, diz.

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Em outros países, o professor acrescenta, o jovem tem contato com temas de administração já no ensino médio. “Aqui no Brasil algumas pesquisas mostram que 75% das empresas não passam dos cinco anos de vida e que isso acontece, na maioria das vezes, porque os pequenos empresários não têm conhecimento nenhum de gestão”, ressalta.

Feldmann acrescenta ainda que muitos empreendedores não sabem calcular o custo dos produtos e definir preços, não sabem como fazer fluxo de caixa ou uma campanha de marketing. Mas mesmo diante dessas deficiências, o planejamento estratégico pode ser feito a partir de rotinas muito simples. A indicação do professor é registrar, ainda que manualmente, tudo que acontece no Natal deste ano. Na loja e fora dela.

Trata-se de uma espécie de ‘Diário do Natal’, um simples documento onde o proprietário deve incluir o histórico de coisas boas e também de problemas que ocorrem com fornecedores, funcionários, clientes ou até mesmo de estrutura. De acordo com especialistas em gestão, essa atividade pode levar o dono da empresa a encontrar melhorias para implementar no negócio em outras épocas importantes do ano, como na voltas às aulas, Dia dos Namorados, Dia das Mães e, claro, para o próximo Natal.

Simples. Para o professor Nuno Fouto, da FIA, se o empresário conhece um pouco de gestão e estatística pode usar uma planilha eletrônica ou alguns softwares simples para montar essa base de dados tão importante para o planejamento do empreendimento.

“Ou ele pode até contratar alguém para fazer isso, mas não pode esperar que essa pessoa tenha bola de cristal. O varejista é quem conhece o sentido do negócio e é ele quem tem de acompanhar e saber o que pedir, que informação deve ser levantada”, explica o professor.

Experiência. Conhecer o cliente também é fundamental para prosperar, segundo análise de Geraldo Aparecido Borin, professor de administração e empreendedorismo da PUC-SP. Para o especialista, a ferramenta principal a ser adotada é aquela que usa o conceito de CRM, sigla que significa gerenciamento do relacionamento com o cliente. “Tem de ter uma forma para fidelizar o cliente, conhecê-lo e, com isso, mapear seus hábitos de compra para poder direcionar suas ações promocionais futuras de maneira mais inteligente”, recomenda o professor da PUC-SP.

Outra dica que certamente fará a diferença é aproveitar essa época de aumento de fluxo nas lojas para melhorar esse relacionamento com os consumidores que estão fazendo as compras de fim de ano. Mas isso significa, também, organizar de alguma maneira os dados obtidos para posteriormente aplicar esse conhecimento em ações concretas. “Não adianta ficar apenas com a simpatia de balcão e não colher informações de grande valor para depois montar um planejamento e uma estratégia de relacionamento com o cliente”, finaliza o professor Borin.

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