Para não acumular prejuízo, Heloisa resolveu arriscar e investir em vendas, novo queijo e reforma
Para não acumular prejuízo, Heloisa resolveu arriscar e investir em vendas, novo queijo e reforma

Um manual prático para você superar a retração

Entenda como empresas como a sua encaram o momento de adversidade com sucesso; negócios até projetam crescimento

Gisele Tamamar, Estadão PME,

24 de junho de 2015 | 07h02

A situação adversa da economia atingiu em cheio a Capril do Bosque e as contas da empresa não fecharam em 2014. Por isso, a empresária Heloisa Collins precisou enxugar custos e trabalhar com uma equipe mínima. “O resultado foi negativo. Investi dinheiro para sustentar o negócio”, conta. A única saída para superar as dificuldades foi arriscar para crescer. Tem dado certo e atualmente ela está animada – chegou a triplicar o faturamento mensal.

::: Saiba tudo sobre :::

Mercado de franquias

O futuro das startups

Grandes empresários

Minha história

Depois da Copa do Mundo e das eleições, a empresária resolveu tomar uma série de medidas para não retroceder: reformou o restaurante e adotou postura mais agressiva. “Antes de 2014, a gente estava muito bem, minha postura sempre foi muito receptiva. Em 2015, começamos a trabalhar com um representante de vendas”, conta a professora, que sempre gostou de fazer queijos e passou a investir no hobby naturalmente.

A empresa ainda lançou um queijo especial, passou a vender pela internet e a produção mensal de 400 quilos de queijos já não consegue atender a demanda atual – o produto é vendido no sítio, em Joanópolis, em empórios e para restaurantes. “Estamos aperfeiçoando a parte de turismo para uma trilha no bosque”, conta. “A gente se recusou a entrar em uma retração ou em uma ‘aguentação’. Resolvemos que tínhamos que apostar de uma maneira ajuizada para crescer. Em 2015, pela primeira vez, vamos conseguir ter lucro legal”, diz Heloisa.

:: Leia mais ::

Como vender mais na crise

Estratégias incluem lançamento de nova linha e exportações

Nos bares, muito planejamento para convencer o cliente a gastar

Andrea Costa também precisou inovar. A MJ Beauty Club abriu as portas em 2013 como esmalteria. Mas o aumento da concorrência levou a diretora a concluir que o tíquete médio precisava aumentar. Apenas os serviços de pé, mão e sobrancelha não seriam suficientes para tornar o negócio rentável para uma expansão por franquias.

Serviços como massagem e depilação foram incluídos ‘na prateleira’ e o gasto médio, que não passava de R$ 25, agora oscila entre R$ 40 e R$ 50. Com o novo modelo, a empresa virou franquia e tem plano de fechar o ano com 30 unidades.

A empresa ainda investe na instalação de unidades dentro de prédios comerciais, busca parcerias e prepara a implantação de mensalidades nas lojas para a consumidora pagar um pacote de serviços específico com descontos. “É vantajoso para a cliente e acabamos fidelizando”, destaca Andrea.

Oportunidade. Quando o empresário Wolf Menke começou a investir em coworkings e dar certa ênfase para espaços de reunião, chegou a ouvir que a estratégia era uma loucura. Para o mercado, o óbvio seria aumentar os espaços de trabalho para garantir, dessa maneira, uma taxa de ocupação alta. Mas durante o planejamento o empreendedor já não imaginava um cenário tão positivo.

“As empresas diminuem o operacional. A primeira coisa que eles matam é o espaço de reunião”, analisa Menke. O empresário idealizou a House of Work, House of Food, House of Learning, todos espaços de coworkings temáticos, e vai lançar a House of Bubble, uma loja colaborativa. Por causa da crise, Menke aproveita para oferecer salas de reuniões para grandes empresas com preços promocionais em caso do pagamento ser adiantado.

Tudo o que sabemos sobre:
vendasestadão pmecrise

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.