Ricardo Matsukawa/Estadão
Ricardo Matsukawa/Estadão

Um curso que custou R$ 60 mil transformou a vida do CEO da Bio Ritmo

Confira a série de vídeos do Day1, evento promovido pela Endeavor para os empreendedores contarem seus pontos de virada

Endeavor,

10 de dezembro de 2014 | 07h08

 

“Cobra que não anda não come sapo”. Como foi que um executivo de sucesso da capital aprendeu um ditado caipira?  Formado em engenharia química, o jovem Edgard Corona, que já ensaiava uns passos de empreendedor, foi tocar uma usina de açúcar da família no interior de São Paulo.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

Além dos ditos populares, a experiência trouxe um novo aprendizado, dos muitos que viriam pela frente. Durante 16 anos o negócio passou da décima para a terceira empresa do setor de açúcar e álcool. Porém, numa fase de crise, estressado, Corona resolveu sair de férias. Voltou com uma perna arrebentada num acidente de ski. Resolveu mudar de vida.

Já era sócio de uma academia de ginástica, conseguiu investidores, mas o prédio alugado era muito ruim. Decidiram então mudar para um espaço diferenciado no Conjunto Nacional. A reforma, com um arquiteto famoso, teve por base o conceito de criar  uma experiência para o cliente. Foi um sucesso, compraram mais duas academias, uma no Morumbi e outra no Shopping Continental. Já eram quatro academias. E  os sócios sempre buscando novidades.

Num seminário internacional Edgard descobriu e conheceu uma consultora americana. Ela mandou contratar mais 20 pessoas e começaram alterando os métodos de  vendas. Mas os clientes não ficavam. Nova consultoria e iniciaram um processo “face to face” que  trabalhava os primeiros 45 dias do cliente na Bio Ritmo.

Buscaram mais inspiração nas academias americanas. Erraram de novo porque nem todo modelo funciona igual num pais diferente. Com nove unidades, algumas davam lucro outras nem tanto. E Edgard acabou recebendo um convite para fazer Metanoia. Que? Metanoia? O curso de 240 horas custava  R$ 60 mil e o amigo não podia contar o que era. Foi o Day1 da Bio Ritmo.  Edgard saiu transformado da vivência: “Foi um inferno, está tudo errado o que eu faço. Eu tinha uma cultura de senhor de engenho e essa turma  aqui funciona  diferente”.

Eles acreditam que é preciso mudar o líder para mudar a empresa.  Procuram mostrar que o lucro é resultado de uma equipe engajada e cliente satisfeito, o modelo de gestão participativa é fundamental, o erro faz parte do aprendizado. Uma equipe tem que ser colaborativa. E a Bio Ritmo passou a se pautar com tudo isso.

Em 2009 lançaram a Smart Fit com um pacote mais acessível para democratizar a atividade física, com bons equipamentos e design do espaço. Mas o modelo precisava  de volume, ou seja, mais unidades.

Chamaram o Banco Pátria, que entrou com aporte e tecnologia.  Deram mais um salto de organização.  Desde então cresceram 56% ao ano, com unidades próprias.  Passaram de 26 para 200 clubes. Expandiram para  o México. Hoje a Bio Ritmo já é a  maior rede da América Latina e deve alcançar um milhão de alunos em 2016.

E o empresário de sucesso, empreendedor que vivenciou aprendizado em todas as fases da vida,  descobre enfim quem é: “Acabei descobrindo o que eu era, acho que sou bom em transformação, em juntar pessoas, promover a química entre elas e juntar elementos. Afinal, quem eu sou? Sou Edgard Corona, um engenheiro químico.”

Para saber como a BioRitmo chegou até aqui descubra como eles desenvolveram a capacidade de se transformar e se modificar. Está tudo no vídeo do Day1, evento promovido pela Endeavor para os empreendedores contarem os “pontos de virada” que transformaram suas formas de enxergar o mundo.   Essas informações foram publicadas originalmente no portal da Endeavor.

Tudo o que sabemos sobre:
EndeavorDay 1Estadão PME

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.