Lucas Jackson/Reuters
Lucas Jackson/Reuters

Três lições que o empreendedor pode tirar da trajetória do Twitter

Empresa abriu capital nesta quinta-feira,7, na Bolsa de Nova York

ESTADÃO PME,

07 de novembro de 2013 | 17h05

O Twitter fez sua estreia na Bolsa de Valores de Nova York nesta quinta-feira, 7, e já começou com as ações em alta. Diante da trajetória de sucesso da rede social dos 140 caracteres, o Estadão PME conversou com o coordenador do curso de graduação em Administração da Fiap, Cláudio Carvajal Júnior, sobre quais lições um empreendedor pode tirar dessa história.

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1ª lição: Simplicidade

De acordo com o professor, o Twitter é um case interessante para quem quer criar uma startup porque se trata se uma ideia extremamente simples (criar uma plataforma para as pessoas trocarem mensagens curtas - espécie de SMS via internet).

"Às vezes, o empreendedor está tão preocupado em descobrir alguma coisa genial, muito complexa e acaba não enxergando uma simplicidade, uma solução para a vida das pessoas. Não precisa criar algo complexo para criar inovação e criar um case de sucesso. Ideias extremamente simples, como a maioria das ideias inovadoras, se tornam mudanças significativas de mercado", destaca o professor.

2ª lição: empreender com baixo investimento

Carvajal afirma que a história do Twitter reforça esse contexto de que temos um cenário onde as pessoas podem empreender com baixo investimento e ter um ganho de escala. "Tivemos o caso do Facebook, do Twitter. Empresas que surgiram como startup e hoje fazem um enorme sucesso", diz.

Outro ponto importante é a inovação, não só para criar uma empresa. "Sem inovação, mesmo as empresas já consolidadas não sobrevivem. Casos como Facebook e Twitter reforçam a ideia que as pessoas precisam compreender esse mundo digital, conectado, para poderem atuar", completa.

3ª Lição: Retorno nunca é imediato

O Twitter foi criado em 2006 e realizou seu IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) nesta quinta-feira. "Alguns empreendedores que converso, alguns alunos, muitas vezes têm uma visão um pouco glamourosa do empreendedorismo. Querem abrir uma startup, porque está na moda e acham que vão ganhar muito dinheiro de forma rápida. É uma caminhada longa. É curta em relação a outros cases de empresas do passado, mas não é imediata, precisa ter um pouco de paciência", alerta.

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