Divulgação
Divulgação

Três especialistas apontam cinco fatores positivos para você investir em aplicativos

De acordo com os especialistas, empreendedor precisa inovar ao oferecer as ferramentas para o usuário

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

20 de julho de 2012 | 06h25

Todos os dias vemos notícias de aplicativos interessantes para ajudar o bebê sorrir na hora da foto, para saber qual música está tocando ou para chamar um táxi. Além de se beneficiar com o uso dessas ferramentas, é possível ganhar dinheiro com aplicativos? O Estadão PME conversou com três especialistas para saber se investir no segmento pode ser uma boa opção de negócio.

A resposta foi sim. Mas desde que o empreendedor não fique preso apenas a uma boa ideia. O ideal é incluir a estratégia de divulgação no planejamento para o mercado conhecer seu produto. O trio de amigos Wilson Baraban Filho, Luan Cardoso e Roberto Saretta resolveu trabalhar com aplicativos e criou a Nuts Mobile, em março deste ano.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

Por enquanto, a maior fatia do faturamento vem do mercado corporativo. "Quem acha que vai ficar rico só vendendo aplicativos por US$ 1 precisa parar para pensar. Até porque a Apple fica com 30% do que é vendido na loja dela. O mercado de aplicativos é o futuro, mas não é só fazer aplicativos, é preciso criar serviços que agreguem valor", aconselha o diretor de desenvolvimento da Nuts Mobile, Wilson Baraban Filho.

Ainda no primeiro ano, a empresa não tem grandes expectativas para 2012. A meta é atingir a casa do milhão a partir de 2013 com projetos voltados para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas em 2016 no Brasil. A empresa foi a criadora do aplicativo SP+9, que acrescenta o número 9 nos telefones da agenda do smartphone para facilitar as ligações a partir do dia 29 de julho, quando os números ganharão mais um dígito.

Quem tem dúvidas sobre como é possível ganhar dinheiro com aplicativos, o engenheiro e professor da Faculdade de Tecnologia Fiap, Almir Meira Alves, explica que a primeira forma é cobrar pelo download e ganhar com a venda direta. O risco é se o aplicativo não emplacar e ficar "encalhado".

No caso dos aplicativos gratuitos, a empresa pode trabalhar com anúncios patrocinados visualizados pelo usuário. A maneira que parece ser a mais rentável até agora é desenvolver aplicativos para outras empresas interessadas em oferecer serviços ou divulgar sua marca ou produto.

Confira cinco fatos que mostram que investir em aplicativos pode dar resultados.

Aumento das vendas de smartphones

O brasileiro comprou aproximadamente 9 milhões de aparelhos no ano passado, um aumento de 84% em relação a 2010, quando foram vendidos 4,8 milhões de smartphones. Para 2012, a expectativa é vender 15,4 milhões. Os números são da consultoria IDC. Para se ter uma ideia das vendas, foram comercializados 17 aparelhos por minuto no ano passado. Esse número deve saltar para 29 smartphones por minuto em 2012.

Procura pelos tablets

É outro dispositivo em destaque no mercado. Estudo da consultoria IDC indica a comercialização de mais de 370 mil unidades só no primeiro trimestre. As vendas devem atingir 2,5 milhões de tablets até o final do ano, um crescimento de mais de 200% em comparação com o ano passado, quando 800 mil aparelhos foram vendidos.

Mudança de comportamento do consumidor

As pessoas buscam cada vez mais a mobilidade. Uma vida corrida e uma rotina de horas no trajeto da casa ao trabalho são as justificativas para a falta de tempo. "As pessoas usam o celular como a primeira ferramenta de busca. Tudo o que vem facilitar a vida dessas pessoas ganha destaque", opina Pedro Berti, organizador do The App Date São Paulo, um evento sobre aplicativos.

Espaço para crescer

De acordo com Pedro Berti, a maioria dos aplicativos disponíveis é voltada para jogos e entretenimento. Os empreendedores podem investir em ferramentas úteis para o dia a dia das pessoas. "Aplicativos de serviços têm grande potencial", recomenda.

Poucos desenvolvedores na área

O professor da Fiap Almir Meira Alves lembra que ainda há poucos desenvolvedores na área, um ponto positivo para quem se especializar. "Temos muitos curiosos que desenvolvem jogos e colocam na internet. Mas é preciso ter uma formação, conhecer as ferramentas e planejamento. Além do conhecimento técnico, ter a visão do empreendedorismo é fundamental", afirma Sergio Hitomi, coordenador do curso pós-técnico de aplicativos Android da Etec Parque Juventude, em parceria com o Instituto Nextel.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.