Marcos Okumura, dono da Carriers, vai lançar produto para concorrer com o e-Sedex
Marcos Okumura, dono da Carriers, vai lançar produto para concorrer com o e-Sedex

Transportadoras e startups começam a se preocupar com o setor

Enquanto o peso da concorrência praticada pelos Correios segue em análise pelo Cade, algumas iniciativas começam a se estruturar de olho na carência de serviços para os pequenos varejistas virtuais.

Renato Jakitas, Estadão PME,

24 de fevereiro de 2016 | 07h43

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A rede Jadlog, por exemplo, aposta na comercialização de franquias para ganhar capilaridade no recebimento das encomendas, ponto considerado estratégico para se aproximar dos usuários. A empresa procura parceiros de peso e porte nacional para a abertura de unidades avançadas de coleta. 

Segundo Ronan Hudson, diretor comercial da empresa, os parceiros podem ser desde lojas de conveniência em postos de gasolina até supermercadistas. “A gente já faz isso com parceiros na Europa. Achamos que pode ser uma estratégia muito boa aqui no Brasil também.”

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Em São Paulo, Marcos Okumura, dono da Carriers, lança nesta semana um produto para competir com o e-Sedex dos Correios. “A gente quer fazer igual eles. Vamos aproveitar os nossos entregadores nas ruas e retirar a encomenda de e-commerce no mesmo dia para entregar em São Paulo no dia seguinte e no interior em até três dias”, diz o empresário. “Tem espaço para um preço de R$ 6 por encomenda simples dentro da cidade de São Paulo, uns R$ 2 abaixo dos Correios.”

Tecnologia. Com menos investimento envolvido, o segmento de tecnologia também demonstra estar atento às demandas desse mercado. Em Florianópolis (SC), Guilherme Reitz criou a Axado, que agrega transportadoras e calcula para o e-commerce, em frações de milissegundos, quais as melhores rotas e preços entre as opções contratadas. “Os Correios sempre participam de um ponto ou outro, em casos de encomendas longas, devido a sua capilaridade. Mas a gente consegue, utilizando transportadoras, até 13% de redução dos custos”, afirma.

Cesar Tejon, da Squid Fácil, criou um sistema de gestão que permite a pequenos lojistas se conectarem aos fornecedores e fazerem as vendas sem a necessidade de estoque físico. “Eu tive uma loja virtual em 2012 e percebi essa demanda. A logística é uma parte cara e difícil dentro do negócio. A gente quer tentar resolver isso.”

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