JF Diorio/AE
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Total de famílias endividadas cai pelo 7º mês seguido, aponta CNC

Apesar da desaceleração, número de inadimplentes ainda está em patamar superior ao do ano passado

Mônica Ciarelli, Agência Estado,

20 de dezembro de 2011 | 11h25

 O porcentual de famílias endividadas recuou pelo sétimo mês consecutivo em dezembro, atingindo 58,6%, ante 59% em novembro, segundo apontou a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Apesar de operar em trajetória declinante, o total de endividados ainda está em patamar superior ao registrado em dezembro do ano passado, quando 58,3% das famílias ouvidas disseram possuir dívidas entre cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de loja, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros.

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Ainda de acordo com a pesquisa, o porcentual médio de famílias endividadas em 2011 ficou em 62,2%, acima dos 59,1% apurado em 2010. Depois de três meses em baixa, o número de famílias com contas ou dívidas em atraso voltou a subir entre novembro e dezembro de 2011, passando de 20% para 21,2%. Em dezembro de 2010, o porcentual de famílias inadimplentes ficou em 23,5%. Segundo o estudo, o número que declarou não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso ficou praticamente estável entre novembro e dezembro, passando de 7,3% para 7,2%. No mesmo período do ano passado, 8,3% das havia declarado não ter condições de pagar suas contas em atraso.

O cartão de crédito foi apontado pela pesquisa como o grande vilão  por 73,1% das famílias endividadas, seguido por carnês, para 21,5% e, em terceiro, o crédito pessoal, para 11,0%. Para as famílias de renda até 10 salários mínimos, o cartão de crédito respondeu por 73,1% das dívidas , o carnê, por 22,4%, e o crédito pessoal, por 11,2%, são os principais tipos de dívida apontados. Já para famílias de renda acima de 10 salários mínimos, os principais tipos de dívidas apontados em dezembro foram: cartão de crédito, para 73,4% das famílias, financiamento de carro, para 20,8%, e carnês, para 13,5%.

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