Bruce Dickinson, da banda Iron Maiden
Bruce Dickinson, da banda Iron Maiden

Todo mundo quer ter uma cerveja com seu nome

De bandas de rock a chef de cozinha, movimento mostra como as artesanais têm ganhado espaço

VIVIAN CODOGNO, ESTADÃO PME,

28 de julho de 2015 | 07h09

Os consumidores mais atentos já notaram que bandas de rock têm estampado rótulos de cervejas especiais no Brasil e fora dele. O que pouco se sabe, porém, é que essa iniciativa parte dos próprios músicos. Em tempos de consumo de música por meio de download e streaming, vender cerveja pode ser uma estratégia rentável para fidelizar o público e se manter na mídia.

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O segmento das microcervejarias ainda é incipiente no Brasil. A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), calcula que cerca de 200 fabricantes sejam responsáveis por 1% da produção nacional da categoria. Não há, porém, um levantamento de quantas cervejas associadas a bandas estão neste pacote.

Um dos impulsos para a onda veio com a Trooper, cerveja idealizada pelo líder da banda de heavy metal britânica Iron Maiden. Disponível no Brasil desde 2013, a especial é inspirada em um dos maiores sucessos da banda, o hit The Trooper.

Por aqui, a cervejaria Bamberg assinou acordos com Paralamas do Sucesso, Raimundos, CPM 22, Nenhum de Nós e Sepultura. O rock hoje representa 5% do faturamento anual da fábrica, que fica em torno de R$ 1,5 milhão, mas, conforme explica o diretor da marca, Alexandre Bazzo, o ganho mais significativo é com a notoriedade.

“O Sepultura, por exemplo, é muito maior que a Bamberg. Com o rótulo, conseguimos levar a cerveja para o público deles”, explica. “Só aceito produzir se tenho uma identificação com o conceito, principalmente com a forma como pensam a carreira”, pontua Alexandre, que afirma já ter negado produzir rótulos a artistas do rock e a humoristas.

A cervejaria Dortmund também aderiu há dois anos à produção de rótulos que representam personalidades como João Gordo e sua banda Ratos de Porão, o grupo Matanza e o chef de cozinha Henrique Fogaça. Em todos os casos, a cervejaria de Marcel Longo foi procurada pelos artistas.

Para o empresário, que dedica 20% da capacidade de produção da sua fábrica a esses rótulos, a maior vantagem está na comercialização. “É mais uma estratégia da banda do que da cervejaria. Com a queda na venda de discos, os artistas estão indo atrás de licenciar produtos para não depender exclusivamente de shows. Para nós, é um indício de que a empresa tem um produto de qualidade, representado por um artista renomado.”


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