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Todo mundo quer empreender no saboroso mercado de docinhos caseiros

Confira quem são os empreendedores que estão se dando bem no segmento

Estadão PME,

17 de outubro de 2013 | 12h55

Depois de 30 anos trabalhando na mesma empresa, o marido de Cátia Farias perdeu o emprego e tentou abrir sua  empresa própria. Mas o negócio não deu certo, fechou as portas um ano depois. A família perdeu tudo, até o apartamento. Eles precisavam encontrar alguma atividade para até mesmo sobreviver. Cátia, que sempre fora dona de casa e tinha experiência na cozinha desde criança, resolveu apostar no que sabia fazer.

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Eles conseguiram levantar uma quantia de R$ 50 mil e abriram em 2011, no Tatuapé, em São Paulo, a Bendito Quindim, loja especializada em quindins e brigadeiros. Nome apropriado para um empreendimento que teria de cumprir um desafio: ser o ganha pão da família.

"Fizemos da dificuldade uma oportunidade", afirma Cátia. A ideia inicial era montar uma casa de esfihas e quiches, mas um de seus filhos a convenceu para investir nos quindins, que ela fazia tão bem, desde que os filhos eram crianças. A empresa foi dando certo, tanto que em maio deste ano inaugurou a segunda unidade, na Vila Olímpia, zona sul da cidade.

"Pegamos o básico e inovamos", conta a empreendedora. A doceria oferece mais de 15 sabores de quindins e diversos tipos de brigadeiro. A estratégia principal da casa é unir qualidade e atendimento bom. "Essas duas coisas têm que andar de mãos juntas, ou melhor, abraçadas", acrescenta.

Cátia entrou em um mercado que está em alta. Da loja que vende pedaço de bolo à casa que faz bomba de chocolate, as docerias paulistanas não são mais as mesmas. Na onda da ‘gourmetização’ das receitas, elas investem em ingredientes sofisticados e reinventam clássicos que por gerações garantiram a fama das vovós no café da tarde com seus netos. O resultado disso é um mercado novo, dominado por micro e pequenos empreendedores, e que se consolida de dois anos para cá.

A quantidade dessas docerias, porém, ainda é incerta. A Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip) não monitora o segmento, mas segundo especialistas no assunto, São Paulo conta com cerca de 70 empreendimentos – o número mais que triplicou a partir de 2011, pelo menos na opinião de Luisa Mandetta, da agência Márcio Rodrigues Consultores Associados.

Candy. Uma empresa que entrou no mercado há pouco mais de um ano foi a Rock Candy, uma loja de balas artesanais localiza nos Jardins, em São Paulo. Decorada com imagens e miniaturas de Kombis, o cliente pode, inclusive, assistir a produção das balas no estabelecimento. Os sócios investiram em torno de R$ 600 mil para iniciar o negócio, que hoje fatura até R$ 60 mil por mês.

Bombas. Outra iniciativa na capital paulista que obteve resultado interessante foi a La Bombe, que montou sua loja há um pouco mais de um ano e meio em Pinheiros e inaugurou sua segunda unidade no Itaim Bibi agora em 2013. No ano passado, a empresa faturou R$ 1,2 milhão.

O portfólio é especializado em éclair, a conhecida bomba de chocolate. Mas nesta loja, o cliente encontra sabores doces e salgados, são mais de 20 opções. A estratégia é similar  a quase todos os negócios do nicho gourmet: usar apenas ingredientes de primeira linha nos produtos. A proprietária do negócio pensa em abrir uma franquia e até mesmo ter uma cozinha central para turbinar a produção, isso a partir de 2014.

Brigadeiros. Esse tipo de negócio tem feito sucesso pelo País a fora, como a Brigaderia Fashion e a Dr. Brigadeiro, ambas do Rio de Janeiro, que consideram o uso de chocolate belga um diferencial para fazer os doces. Em Porto Alegre, a Brigaderia Fina tem um site e só vende por encomenda, mas pretende abrir uma loja ano que vem. A empresa oferece brigadeiro no palito, tacinhas de brigadeiro e até mesmo brigadeiro de colher, que vem em um pote de vidro de 40 ml, com colher de inox e fita de cetim para decorar a embalagem.

Quem também tem produtos assim é a Benta Brigaderia, de Recife. A dona trabalhava no Rio de Janeiro em empresa de telefonia e fazia os doces para entregar como brinde a clientes potenciais. Fez até um curso em São Paulo. Depois de nove anos no Rio, ela voltou à Recife para trabalhar com a mãe, que fabrica e vende bem-casados.

"Comecei a vender os brigadeiros via site e estou montando uma loja aqui em Boa Viagem, que deve inaugurar em novembro", conta. Seu cardápio inclui sabores alcoólicos, como o de cachaça artesanal, e exóticos, como o de wasabi, raiz forte que geralmente 'enfeita' os pratos de sushis e sashimis em restaurantes japoneses. Mas há quem coma.

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