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Tinta produzida a partir de lixo industrial é negócio de R$ 2,4 milhões em SP

Portfólio tem produtos mais baratos, comparando a itens novos fabricados por empresas do setor

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

18 de julho de 2013 | 16h59

Uma empresa paulista transforma resíduos industriais que seriam queimados ou destinados a aterros sanitários em tintas recicladas. O negócio gera receita mensal de R$ 150 mil a R$ 200 mil por mês, por volta de R$ 2,4 milhões por ano. 

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Segundo o sócio Cristian Furusava, os produtos ganham espaço principalmente na construção civil, mais especificamente entre fabricantes de andaimes e estruturas metálicas. Entre os chamarizes da Vida Nova Tintas, o nome da empresa, ele destaca o apelo sustentável e sobretudo o preço, até 60% mais baixo que as opções convencionais.

"Meu pai começou a reciclar quando o mundo ainda não falava sobre sustentabilidade", conta Furusava, que herdou o comando do negócio que já existe há 28 anos e, atualmente, produz 120 toneladas de produto por mês.

Segundo Furusava, outro atrativo da Vida Nova Tintas é a diversidade de cores. A empresa, ele conta, tem uma vantagem em relação a outras concorrentes do mesmo ramo. Consegue modificar as cores das tintas recicladas, e, com isso, pode atender seus clientes com mais eficiência e acerto.

Os produtos da empresa têm como matérias-primas diversos resíduos industriais. Os principais são tintas em desuso nos fornecedores, tintas vencidas para indústria automobilística que servem para pintura de residências, borra de tintas, solventes e resinas sólidas.

A empresa prevê crescer 13% neste ano por aumentar a  produção, em comparação ao baixo crescimento obtido nos dois anos anteriores (6% a 7%), quando a oferta de matéria-prima (resíduos industriais) foi menor devido à produção mais baixa das indústrias fornecedoras.

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